Dia Mundial da Arte
Categoria :Artes
Arte Urbana
É sempre bom recordar e por isso partilho convosco parte da recolha feita por mim sobre o significado e diferentes estilos da Arte Urbana, fazendo um breve percurso virtual desta Arte, mais virada para o Concelho do Seixal e Setúbal.
Arte Urbana aparece ligada aos pré-urbanistas culturalistas (John Ruskin ou William Morris) e depois ao urbanismo culturalista (Camillo Sitte e Ebenezer Howard). O termo culturalista estava relacionado com os trabalhos executar os pelos urbanistas, para melhorar determinados traços, aos desenhos representativos da cidade ou urbe.
A designação de Arte Urbana passou a incluir todas as expressões criativas nos espaços coletivos, acabando assim com os desenhos em qualquer espaço público ou privado.
Fica-se, por vezes, maravilhado com os desenhos que encontramos nas ruas, em painéis, em fachadas de prédios ou em grandes muros. Cito: “São verdadeiras galerias a céu aberto, onde notáveis artistas de todo o mundo…, fazendo a história de cada…”.
Street Art, Arte Urbana ou Urbanismo são manifestações artísticas realizadas em espaços públicos, mas diferentes das de carácter institucional ou empresarial. Começou pelo movimento underground (cultura do submundo ou subterrâneo ou movimentos clandestinos, geralmente subversivos) em que a Street Art agia como uma forma do fazer artístico nas várias modalidades do grafismo, desde o grafite ao stencil incluindo ainda outras formas de arte, e expressavam os seus sentimentos através de desenhos.
Grafite (grafiti ou grafitti) é uma arte em que os grafiteiros utilizam tinta em spray e marcadores, desenhando nas paredes de edifícios, túneis, ruas, e cujas obras continham fortes críticas à sociedade. Começou por ser um ato de vandalismo e só muito mais tarde foi incluída como “Arte Urbana”.
Stencil Arte é uma técnica de pintura usada para aplicar um desenho, forma,
ilustração ou imagem figurativa ou abstrata. Esta utiliza moldes vazados, chamados de máscaras, que podem ser feitos de diversos materiais desde o papel ao metal e conforme o fim a que se destinam; aplicação de tinta; ou spray. Esta técnica tende a achatar as imagens e a torná-las estáticas, mas C215 -francês - desenvolveu um estilo próprio em que produz uma iluminação impressionista das personagens que cria.
A Arte Urbana ainda inclui: músicos; estátuas vivas; teatro de rua; palhaços; malabaristas; pintura rural e intervenção urbana. Por vezes, uma obra, apresenta mais do que uma técnica. Para terminar, mais umas breves notas sobre este tema. No Concelho do Seixal a Câmara Municipal e
autarquias desde longos tempos que têm apoiado a Arte Urbana nas suas diferentes técnicas, são exemplos disso os murais de escolas e outos edifícios; o “Festival de Street Arte do Seixal” que incluiu grandes e pequenas intervenções artísticas no núcleo urbano antigo do Seixal. Tendo sido alvo da presença de vários artistas, tais como - Mosaik, Mar,
Trafic e a dupla Draw & Contra, que remodelaram obras de Eduardo Palaio; arte na rua. Muito artista conceituado se poderia nomear. Ainda encontramos obras de incógnitos, que escondidos da fama, mostram o que de melhor sabem fazer, marcando os seus sentimentos nesta expressão de arte.
Terminámos a nossa viagem virtual do Seixal até Setúbal, passando pelo Mural da Estrada Nacional nº 10.
Na Galeria deste tema poder-se-á ver mais algumas imagens desta Arte Urbana.
Rosa Maria Duarte
GALERIA
Todas as imagens foram retiradas de “Imagens do Google”, alusivas ao tema e ao assunto em questão.












divulgação de muitos artistas portugueses e respectivas obras, hoje dedicámos a sessão a “viajar” por Lisboa, já que a nossa capital é considerada internacionalmente como «uma galeria de Arte a céu aberto», não só pelas belas pinturas de Arte Urbana que embelezam a cidade, como pelas lindas fachadas de azulejos dos prédios, assim como os maravilhosos painéis de azulejos, quer nas estações do Metro, quer na própria cidade e, como é evidente, os magníficos trabalhos da «calçada portuguesa» um pouco por toda a capital.
A Profª. Lourdes Mano teve ainda a preocupação de mostrar muitas obras já desaparecidas devido à renovação urbanística e cujos registos fotográficos ou em vídeo nos revelam grande sensibilidade artística e estética.
No âmbito das obras já desaparecidas, a Profª. recordou-nos mais uma vez a bela pintura executada pelos artistas lisboetas Ayer, Nomen, Nark e Pariz, num edifício já destruído e situado junto à Fundação José Saramago, obra esta inspirada no documentário «José e Pilar», filme do jovem Miguel Gonçalves Mendes estreado em Novembro de 2010.
As despedidas terminaram com votos mútuos de muita saúde e continuação de dias felizes, além do desejo das maiores felicidades, quer para a Profª. Rosa Duarte e sua equipa da Direcção/apoio, assim como para este mui nobre projecto de solidariedade que é a CESVIVER.
Na passada quinta-feira, dia 19/11/2020, antes de se dar início à atividade dessa tarde, a CESVIVER-CES surpreendeu a nossa querida amiga prof.ª Maria de Lourdes Mano para lhe fazer um agradecimento que apesar de muito simples, devido à situação de afastamento social, foi imerso em gratidão e carinho. A professora estará temporariamente afastada como orientadora de sessões.
esteve presente e dirigiu palavras de apreço e agradecimento. Elogiou o trabalho desenvolvido voluntariamente no âmbito cultural, social e até de saúde, uma vez que transmitia conhecimentos, ocupava a mente de quem nos procura e ajudava a serem mais saudáveis.
- “Um Livro, Uma Companhia” – Foi neste projeto que mais marcou os presentes. Orientou uma sessão em novembro de 2014 e outra em fevereiro de 2015 sobre Sophia de Mello Breyner Andresen; Em dezembro de 2016 orientou uma sessão sobre um dos livros de Sophia e recordou o Centenário do Nascimento de Júlio Resende; Em 2017 aceitou o convite para orientar anualmente as sessões deste projeto, que é apoiado pela Ação Social da Câmara Municipal do Seixal, começando em outubro de 2018, com uma programação bimensal; Deu a conhecer ou recordou muitos escritores portugueses – José Saramago, Agustina Bessa Luís, Maria Teresa Horta, Nuno Júdice entre muitos outros. Referiu as suas obras e proporcionou a leitura de pequenos extratos de algumas delas.
- “Artes” – A sua participação nesta área começou em outubro de 2015 quando se trabalhava o tema “Construir para recordar”; em maio de 2018 referiu-se ao “Projeto SOS Azulejo” e em outubro desse mesmo ano começa a orientar sessões ao nível das Artes. Sempre atualizada em relação aos acontecimentos, ia dando a saber a obra e vida de grandes figuras das artes plásticas nacionais e estrangeiras.
Na tarde do dia 10 de Março voltámos ao tema que temos andado a recordar no âmbito das Artes Plásticas – Street Art.
A Professora começou por nos conduzir a vocábulos específicos desta área artística, explicando o seu significado como, por exemplo, «Writer» e «AKA» ou «A.K.A.».
Por todo o País e estrangeiro encontramos a recriação de imensos animais totalmente confecionados com o aproveitamento de caixotes do lixo, pneus, materiais elétricos e eletrónicos, enfim, um mundo de lixo e desperdícios de uma sociedade altamente consumista e nada preocupada com as consequências ambientais e ecológicas, como por exemplo, o «Lince Ibérico», no Parque das Nações, em Lisboa, obra recentemente inaugurada.
AKACORLEONE – entre muitas obras de Pedro Campiche que foram projetadas, caracterizadas pelas cores vivas e brilhantes, destacamos aqui apenas as seguintes: mural intitulado «Sagres Beach Way», na praia de Carcavelos, pintado a convite da Sociedade Central de Cervejas e Bebidas; «Balance», nome do recinto polidesportivo do Campo Mártires da Pátria, em Lisboa, parceria com a galeria de Street Art Underdogs, de Vhils, a Câmara Municipal de Lisboa, a Junta de Freguesia de Arroios e a Plataforma Desportiva Hoopers; painel comemorativo dos 75 anos dos voos da KLM em Portugal, entre Lisboa e Amesterdão; utilização de massa de modelar na elaborou uma série de figuras em miniatura para criar a campanha publicitária de uma operadora de telecomunicações móveis portuguesa, afirmando que: «Num mundo baseado em computadores, é importante preservar um estilo e uma estética artesanal».

Está a decorrer uma 
Antes da sessão propriamente dita, a Profª. Lourdes Mano dedicou os primeiros momentos do nosso reencontro a saudações calorosas, à alegria do recomeço das atividades da CESVIVER e à formulação de votos de muita saúde com dias plenos de esperança e fé em tempos mais agradáveis e promissores de boas-novas.
No âmbito de «Um Livro, Uma Companhia» retomámos as sessões, desta vez dedicada a Maria Teresa Horta.
O livro histórico «Novas Cartas Portuguesas», publicado em Maio/1974, foi emprestado à Biblioteca da CESVIVER para ser usufruído por quem desejar ler ou reler esta obra, ficando assim como obra que integra as leituras de «Um Livro, Uma Companhia».
Hoje, 3 de março de 2020, tivemos uma tarde de festa na CESVIVER.









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