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Street Art ou Arte Contemporânea

Category : Artes Plásticas

Na CESViver dinamizou-se:

Na tarde do dia 10 de Março voltámos ao tema que temos andado a recordar no âmbito das Artes Plásticas – Street Art.

Assim, abordámos:

1 - Três artistas portugueses representantes de três técnicas diferenciadas, prestigiados e consagrados nacional e internacionalmente.

2 – AKA AHENEAH – Ana Martins, a jovem talento que desponta e que eleva o tradicional «ponto-de-cruz» - «SWITCH OVER» - à categoria de Street Art.

Dando continuidade à temática no âmbito da Street Art, hoje a Professora Lourdes Mano apresentou-nos três prestigiados artistas portugueses, reconhecidos e consagrados também internacionalmente, com obras espalhadas um pouco pelo mundo. São eles:

- Alexandre Farto – AKA VHILS

- Artur Bordalo – AKA BORDALO II

- Pedro Campiche – AKACORLEONE

A Professora começou por nos conduzir a vocábulos específicos desta área artística, explicando o seu significado como, por exemplo, «Writer» e «AKA» ou «A.K.A.».

De seguida, houve a preocupação de nos referir dados biográficos de cada um destes artistas, falando-nos dos seus percursos enquanto artistas plásticos contemporâneos e intervenientes activos em causas ligadas a várias vertentes, nomeadamente ao Meio Ambiente/Ecologia.

Foram muitas as imagens projectadas das obras de cada um deles, referenciando os materiais e técnicas utilizadas para expressarem as suas mensagens de grande preocupação educativa, social, ambiental, ecológica e política.

Sobre AKA VHILS, natural do Seixal, entre muitos trabalhos que nos mostrou deste consagrado artista, referimos apenas e aqui, o espectacular rosto de Zeca Afonso, esculpido na escadaria do pátio da Escola Secundária José Afonso, Arrentela, Seixal, a pedido da sua ex-professora; a magnífica guitarra portuguesa - «Movimento Perpétuo» - que criou aquando da elevação do Fado a Património da Humanidade; «Quimera», o prato decorativo concebido a pedido da Fábrica das Faianças Artísticas «Bordallo Pinheiro»; a homenagem a Amália Rodrigues e à Calçada Portuguesa.

AKA BORDALO II – também deste consagrado artista, neto do Pintor Real Bordalo, tivemos oportunidade de conhecer ou recordar, muitas das suas obras emblemáticas, assim como a sua grande preocupação ambientalista, também ligada aos animais em vias de extinção ou não, já que estes são a forma directa de retratar a Natureza e aquilo que os destrói - o lixo, a poluição, o desperdício e a contaminação.

Por todo o País e estrangeiro encontramos a recriação de imensos animais totalmente confeccionados com o aproveitamento de caixotes do lixo, pneus, materiais eléctricos e electrónicos, enfim, um mundo de lixo e desperdícios de uma sociedade altamente consumista e nada preocupada com as consequências ambientais e ecológicas, como por exemplo, o «Lince Ibérico», no Parque das Nações, em Lisboa, obra recentemente inaugurada.

Destacamos ainda que, a convite da National Geographic, Bordalo II criou uma obra espectacular com os trezentos quilos de lixo recolhido nas praias e no mar, junto a Cascais. Esta obra foi um alerta contundente com o objectivo da preservação dos Oceanos.

AKACORLEONE – entre muitas obras de Pedro Campiche que foram projectadas, caracterizadas pelas cores vivas e brilhantes, destacamos aqui apenas as seguintes: mural intitulado «Sagres Beach Way», na praia de Carcavelos, pintado a convite da Sociedade Central de Cervejas e Bebidas; «Balance», nome do recinto polidesportivo do Campo Mártires da Pátria, em Lisboa, parceria com a galeria de Street Art Underdogs, de Vhils, a Câmara Municipal de Lisboa, a Junta de Freguesia de Arroios e a Plataforma Desportiva Hoopers; painel comemorativo dos 75 anos dos voos da KLM em Portugal, entre Lisboa e Amesterdão; utilização de massa de modelar na elaborou uma série de figuras em miniatura para criar a campanha publicitária de uma operadora de telecomunicações móveis portuguesa, afirmando que: «Num mundo baseado em computadores, é importante preservar um estilo e uma estética artesanal».

Para terminar esta sessão, a Professora Lourdes Mano apresentou-nos a jovem Ana Martins – AKA AHENEAH.

Segundo esta jovem artista, tudo começou em 2016, aos 19 anos: «Desde sempre que me lembro de ver as minhas avós e a minha mãe a tricotar e a costurar; e desde muito cedo que pedi para me ensinarem».

Acabados os estudos em 2017, AKA AHENEAH inicia-se na Arte Urbana, trazendo o «ponto-de-cruz» para as ruas. O trabalho da designer chama-se «Switch Over», e é uma homenagem à infância e às suas avós.

Podemos ver os seus trabalhos nas Caldas da Rainha, Vila Franca de Xira, onde nasceu, e noutras cidades. Também em Espanha é já muito apreciada.

O Presidente da Junta de Freguesia, João Santos, esclarece que «com o contributo da Ana Martins, Vila Franca de Xira chegou aos quatro cantos do mundo, e de uma forma prestigiante».

A finalizar esta sessão bem interessante e com conteúdos inovadores para grande parte dos participantes, todos se reuniram à volta das mesas para um lanche reconfortante e conversas bem agradáveis.

MLMR

Arte Urbana ou Art Street


Arte Moderna, Urbana e das Cidades

Category : Artes Plásticas

No âmbito das Artes Plásticas e no contexto da Arte Contemporânea, o tema para a tarde de terça-feira, dia 11 de fevereiro de 2020, do projeto CESVIVER, foi «Street Art» ou «Arte Urbana». A dinamizadora foi a Profª Mª de Lourdes Mano.

De acordo com os especialistas, foi definido o conceito de «Street Art» ou «Arte Urbana» como  «manifestações artísticas desenvolvidas no espaço público,  em que algumas das técnicas não possuem um caráter institucional ou empresarial, mas que todas elas terão de obedecer e apresentar um determinado nível de qualidade gráfica e de expressão  estética».

Com recurso a muitos diapositivos, a Profª. elucidou-nos sobre todas as técnicas no âmbito da «Street Art» e os conceitos inerentes a cada estilo/técnica:

Graffiti;  Stencil; Poemas; «Sticker-Art»; Cartazes; Projeção de Vídeos;  Estátuas Vivas;  e Apresentações de Rua.

Entre muitos aspetos interessantes a cada uma das técnicas, foi-nos referido que o Graffiti, além de ser uma expressão artística dinâmica, é considerada uma obra efémera em virtude das imagens serem executadas em muros velhos ou edifícios degradados e, quando os prédios ou muros são demolidos ou restaurados, as obras ficam completamente perdidas, existindo apenas registos fotográficos ou vídeos dessas pinturas.

Ainda e de acordo com a opinião de certos estudiosos deste movimento estético, pode-se afirmar que o Graffiti é uma expressão artística bem antiga, já que eram muito populares no Antigo Egipto. Também na Antiguidade Clássica, os gregos e os romanos transmitiam mensagens pelas ruas das cidades através de desenhos e escritas de frases nas paredes.
Para todas estas técnicas de Arte Urbana, a Professora teve a preocupação de apresentar muitas e variadas imagens, quer de artistas nacionais, quer de artistas estrangeiros,  primando sempre pelo destaque dos artistas portugueses, como por exemplo, Alexandre Farto, Pedro Campiche, Maria Helena Vieira da Silva e os seus belos cartazes alusivos ao «25 de Abril», ou Almada Negreiros e  Stuart Carvalhais, também autores de muitos e belos cartazes, assim como, referiu os vários festivais de «Estátuas Vivas» realizados um pouco por todo o nosso País.

Ao referir nomes de artistas nacionais de reconhecimento internacional, destacou Alexandre Farto, natural do Seixal, que assina como AKA Vhils.

A sessão foi muito agradável e muito ficou por relatar neste curto texto.

Está a decorrer uma exposição de pintura aberta ao público, na CES, aonde está uma das obras pintadas do artista, Vhils.

Muito ficou por relatar neste texto pois foi muito o que se ouviu e viu, mas haverá de certo altura para isso.

Rosa Mª Duarte

Vhils Pintor
Descrição
Alexandre Manuel Dias Farto é um pintor e grafiteiro português, conhecido pelos seus "Rostos" esculpidos em paredes.
Nascimento1987 (idade 33 anos), Portugal
NacionalidadePortuguês

Arte Moderna, Urbana e das Cidades

Obra de Vhils exposta em Lisboa


Arte Contemporânea

Category : Artes Plásticas

 Os “caminhos” da Arte Contemporânea

No dia 21 Janeiro de 2020 e no âmbito das Artes Plásticas, o tema dinamizado na CESVIVER, pela Profª  Mª de Lourdes Mano foi: «Os “Caminhos” da Arte Contemporânea»

Depois de cumprimentar e agradecer a presença da assistência, a Professora recordou algumas exposições, que estiveram ou ainda estão presentes em Lisboa e Porto.

Com recurso a diversa documentação física e tecnológica, a orientadora foi dando a conhecer a uns e a lembrar a outros, os movimentos estéticos em voga, tanto nos Estados Unidos como na Europa, na década de setenta, nomeadamente a Pop Art e a Op-Art, com as consequentes influências no nosso dia-a-dia como, por exemplo, no vestuário, acessórios de moda, na fabricação de peças de porcelana, ou mesmo na decoração das nossas casas.

Projectando muitos e variados diapositivos, a professora  abordou as atuais tendências artísticas ao mesmo tempo que definia os conceitos inerentes a cada estilo: Arte Conceptual;  Performance;  Land Art ou Arte Ambiental;  Interferência; e mais recentemente, o surgimento da  Bio-Arte, assente no princípio de que «Se o objetivo do Cientista é interpretar o Mundo, o do Artista é representá-lo».

Como é habitual nesta Professora, vimos muitas imagens de Arte concebida pelos artistas plásticos portugueses, quer para o nosso País, quer para  estrangeiro, como os prestigiados Joana de Vasconcelos, José de Guimarães, Pedro Cabrita Reis e tantos outros, sem esquecer de referenciar a bio-artista portuguesa, Marta de Menezes,  bolseira da Fundação Gulbenkian.

Perante as recentes notícias de vandalismo na obra de Arte do conceituado Pedro Cabrita Reis, executada para o município de Leça da Palmeira, Matosinhos,  cujo título é «A Linha do Mar», a Professora teve a preocupação de projectar  muitas imagens desta Instalação, comentando também a carta-resposta, muito elegante e inteligentíssima de Pedro Cabrita Reis, perante as críticas e vandalismo a esta sua obra contemporânea «A Linha do Mar».

A Profª. terminou a sessão com a projecção um vídeo da exposição realizada recentemente na «Bienal de Arte Contemporânea» de Lyon, França, em que um dos trabalhos artísticos no âmbito da Bio-Arte, apresenta-nos a interligação/coesão  entre as Novas Tecnologias, a Vida Humana, a Inteligência Artificial e a Arte.

Obrigada Profª. Mª. de Lourdes Mano por nos deixar mais despertos para a observação das Artes Plásticas, nomeadamente para as novas tendências artísticas.
Rosa Duarte

Os “caminhos” da Arte Contemporânea