O barroco musical em Portugal

O barroco musical em Portugal

Categoria :Artes , Memórias

Primeira metade do século XVIII  

Esta semana, nas tardes do projeto CESVIVER, dias 10 e 12 de novembro, foi nossa convidada a musicóloga, profª Zuelma Chaves, que dinamizou as sessões  referindo-se a uma das épocas da História da Música em Portugal.

Começou por pedir, à assistência, que se recordasse do tema da semana anterior, orientada pela prof.ª Maria de Lourdes Mano, e fez uma “passagem”, com recurso à imagem, pelo Convento de Mafra e Basílica Real.

Lembrou um pouco da História de Portugal no reinado de D. João IV (século XVII) para mencionar os seguintes antecedentes históricos-musicais:

- A Escola da Sé de Évora

- O Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra

- O Paço Ducal de Vila Viçosa - Importante monumento português situado no Terreiro do Paço de Vila Viçosa, no distrito de Évora. Este complexo patrimonial é constituído pelo Paço Ducal, Castelo e igrejas dos Agostinhos e das Chagas pertencente à Fundação da Casa de Bragança.

Quanto ao tema do dia, a música em Portugal na primeira metade do século XVIII, começou por situar os presentes nas vivências do reinado de D. João V referindo: suas origens familiares; relação com a igreja; ligação à música: a música da Corte Joanina; a importância da música sacra; os instrumentos musicais que se podem encontrar e sua relação igreja/aristocracia/povo.

João V fascinado com o movimento barroco contrata o compositor e professor Domenico Scarlatti para o ensino da música aos infantes.

Estando Portugal a viver um período de muita riqueza devido à chegada das primeiras remessas de ouro do Brasil, o rei ambicionou para o país o que de melhor havia em relação à cultura. Neste sentido verificam-se influências vindas, por um lado, de Itália, não só pela adoção dos modelos litúrgico-musicais do Vaticano que viria a traduzir-se na importação de músicos e livros e no envio de bolseiros para Roma, e por outro lado a influência do modelo absolutista ditado por Luís XIV, em França.

Referindo-se a Mafra falou dos seis órgãos e dos dois carrilhões: a razão por que foram adquiridos e ali instalados; o seu funcionamento; e o respetivo reportório musical.

No domínio da música sacra mencionou a criação da Escola de Cantochão em 1729 em Santa Catarina de Ribamar e a referência a esta escola feita por Frei João de São José do Prado no Cerimonial da Arrábida de 1752.

No que concerne a testemunhos escritos da música desta época em Portugal mencionou o facto de muitos deles se terem perdido com o terramoto de 1755.

Fez uma breve alusão à ópera na corte e nos teatros públicos, seu público alvo e tipologias.

Deu a conhecer alguns dos principais vultos da música neste século:  Carlos Seixas, António Teixeira, Francisco António de Almeida e Domenico Scarlatti, apresentando imagens ilustrativas e proporcionando a audição de curtas passagens musicais.

Agradeço à prof.ª Zuelma Chaves a sua disponibilidade por oferecer aos utentes/aderentes de CESVIVER uma “viagem” musical pelo Século XVIII, tão cativante no modo como a transmitiu e documentou.

Rosa Maria Duarte

Álbum de fotografias Cesviver

Carrilhão-Torre Sul-Palácio Nacional de Mafra

História do Carrilhão-Torre Sul

Os Seis Órgãos da Basílica de Mafra

Fundação da Casa de Bragança


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