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O Dia da Criança

Sendo hoje 01 de junho de 2021 e comemorando-se o Dia da Criança, foi com este assunto que se iniciou a sessão das denominadas “Tardes de Terça-feira”. Apresentação, em PowerPoint, de artigos de forma a recordar: quando, porquê e para quê a necessidade deste dia. As aderentes fizeram a leitura de frases e poemas alusivos a esta data.

Iniciou-se o tema escolhido no âmbito do projeto Um Livro, Uma Companhia que recaia no escritor Miguel Torga

Foi pedida a participação das presentes para se pronunciarem sobre o autor. A senhora D. Rosa Maria Martins, já com a bonita idade de 84 anos, prontamente nos transmitiu tudo o que sabia. Ao terminar foi aplaudida por todas. Ainda houve outras aderentes que participaram intervindo ou mostrando um livro antigo de Miguel Torga.

Continuou-se com breve alusão à biografia e bibliografia do autor, a fim de completar o que faltava dizer.; Leitura e interpretação de poemas sobre a Criança.

Terminou-se a tarde com esta frase:

R.M.D.

Miguel Torga e a Poesia

Poemas para o Dia da Criança


Dia Mundial da Língua Portuguesa-2ª Sessão

No dia 11 de maio realizou-se a 2ª sessão (conclusão) no âmbito deste tema.

Recordou-se a sessão anterior e, de seguida, foi feita referência  a algumas das comemorações realizadas pelos diferentes países de língua portuguesa, quer tenham sido  transmitidas pela televisão quer  através de outro  meio de comunicação, tais como: Seminário do Dia Mundial da Língua Portuguesa em Guimarães, com a colaboração da Câmara Municipal local e da Universidade do Minho;  Concurso “Contos do Dia Mundial da Língua Portuguesa” promovido pela Porto Editora, o Camões, I.P e o Plano Nacional de Leitura, que anunciaram os vencedores da primeira edição;  “Todas as Palavras que hão de vir” programa da Imprensa Nacional e o Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.; bem como outras atividades.

Dando continuidade, apresentei uma breve síntese da biografia e bibliografia do escritor angolano Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, cujo pseudónimo é Pepetela, que recebera o Prémio literário DST Angola/Camões 2020, no dia 05 de maio 2021, pela sua mais recente obra “Sua Excelência, de Corpo Presente”, no âmbito da sessão solene que assinalou o Dia Mundial da Língua Portuguesa. Fez-se a leitura da sinopse desta obra.

De seguida também foi lido o poema, da sua autoria, intitulado O Planalto e a Estepe.

A assistência procedeu à leitura de mais alguns poemas, de escritores que fazem parte da CPLP, após terem observado as bonitas imagens ilustrativas, de pintores portugueses, trabalho realizado pela nossa amiga profª Mª de Lourdes Mano. Uma das senhoras durante a leitura emocionou-se, porque reviveu momentos muito difíceis, em jovem, durante a guerra e sempre o que desejou foi a Paz.

Poderá ler ou reler os poemas nas imagens.

Rosa Maria Duarte

Apresentação e conclusão do tema

Poemas para ler e reler


Dia Mundial a Língua Portuguesa-1ª sessão

Dia Mundial da Língua Portuguesa

Reabertura das Atividades do projeto CESVIVER

Dia 04 de maio o grupo restrito de aderentes deste projeto da CES voltou à “Casa”, após o confinamento, para reprincipiar as atividades do ano letivo 2020-2021.

No horário da manhã, o professor António Santos orientou a aula de Chi Terapia a duas alunas/aderentes.

 O Dia Mundial da Língua Portuguesa foi o tema apresentado pela profª. Rosa Maria Duarte, repartido por duas sessões, com a projeção de trabalho da Profª. Maria de Lourdes Mano, a quem agradeço.

Para situar os participantes no tema foi referida a vasta utilização da língua portuguesa, em quase todo o mundo.

Recordou-se o que é a CPLP, a sua criação e objetivos.

Passou-se à atualidade referindo a oficialização pela UNESCO, em 2020, do dia 05 de maio como Dia Mundial Da Língua Portuguesa e do que propôs que fosse realizado.

Foram mencionados os nomes dos membros plenos e efetivos da CPLP bem como de alguns dos observadores associados.

Para se homenagear os escritores, as aderentes leram quatro poemas (que se pode ler na galeria) e desfrutaram das imagens ilustrativas de artistas portugueses.

              Rosa Maria Duarte

Reportagem fotográfica de João Correia

Tributo aos autores da CPLP

Celebrar o Dia Mundial da Língua Portuguesa


João Luís Barreto Guimarães

Poeta premiado

Quantos de nós já leu, um poema que seja, deste poeta português galardoado recentemente nos Estados Unidos da América, precisamente no dia 8  Fevereiro 2021, com o prémio «Willow Run Poetry Book Award 2020»?

Este prestigiado prémio foi atribuído ao livro de poemas «Mediterrâneo», do poeta João Luís Barreto Guimarães, editado em Portugal em 2016 e já traduzido e publicado em vários países da Europa.

Teria sido fácil a atribuição deste conceituado galardão ao livro de poemas de João Luís Barreto Guimarães?

Eu diria que não foi nada fácil já que, a este prémio foram admitidos cerca de duas centenas de manuscritos de poetas americanos e não-americanos mas cujos livros foram traduzidos para Língua Inglesa.

Assim,  numa primeira etapa foram seleccionados 52 semifinalistas.  Seguiram-se depois, apenas 10 finalistas representantes dos EUA, Canadá, Reino Unido, África do Sul, Suíça, Japão, Índia, China e o nosso poeta.

João L. B. Guimarães é o primeiro português e o terceiro poeta distinguido por este notável prémio americano.

Além do valor monetário, o livro de poemas «Mediterrâneo» será publicado em todos os países anglo-saxónicos.

De que nos “fala” esta obra poética?  «Não é uma colecção de poemas que foram aparecendo, mas um conjunto que forma um todo, que surge para responder a alguma urgência, alguma pergunta, um mistério. É um livro que fala dos territórios divididos da Europa, belos, aterradores, portadores de civilização, sempre em disputa, sempre à procura de si mesmos.»

Cito o poeta:

«Em minha casa havia pouca poesia. A minha mãe era professora de Físico-químicas e tinha os livros do António Gedeão, que era o Rómulo de Carvalho. Então, as primeiras poesias com as quais tive contacto foram os versos do António Gedeão, que a minha mãe dizia frequentemente pela casa. Mas, verdadeiramente, o primeiro momento em que me lembro de ficar sobressaltado com a poesia e deslumbrado - a perguntar: "O que é isto, de onde é que isto está a aparecer?!" - foi nas aulas de Português do 9.º ou do 10.º ano, quando começo a estudar a obra do Cesário Verde e do Fernando Pessoa. E começo eu próprio a fazer as minhas tentativas: românticas, sofridas.»

De Dezembro 2013 a Novembro 2014 escreveu em prosa, uma crónica semanal para o Jornal de Notícias.

João Luís Barreto Guimarães está representado em Antologias e Revistas Literárias de Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Reino Unido, Alemanha, Áustria, Itália, Hungria, Bulgária, Roménia, Eslovénia, Croácia, Montenegro, Macedónia, México, Uruguai, República Dominicana, Estados Unidos e Brasil.

Em 1992 recebeu o Prémio «Criatividade Nações Unidas».

Foi distinguido com o Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa e duas vezes finalista do Premio Internazionale Camaiori.

Em Abril 2019, o livro «Nómada» arrecadou o prémio de «Melhor Livro de Poesia do Ano» da Editora Bertrand.

João Luís Barreto Guimarães nasceu no Porto a 3 Junho 1967.

Além de poeta e tradutor é médico.

Muito fica por referir sobre João Luís Barreto Guimarães e a sua obra poética que, na minha perspectiva, seria muito enriquecedor conhecermos mais profundamente.

Obras poéticas publicadas até ao momento:

  • Há Violinos na Tribo (1989)
  • Rua Trinta e Um de Fevereiro (1991)
  • Este Lado para Cima (1994)
  • Lugares Comuns (2000)
  • Rés-do-Chão (2003)
  • Luz Última (2006)
  • A Parte pelo Todo (2009)
  • Mediterrâneo (2016)
  • Nómada (2018)
  • O Tempo Avança por Sílabas (2019)
  • Movimento (2020)

Finalizo estas breves notas sobre o nosso poeta que hoje vos recomendo vivamente, recordando as sábias palavras do grande poeta da Catalunha, Joan Margarit, considerado o poeta «devoto da emoção» e Prémio Cervantes 2019, - o prémio mais relevante da Literatura Espanhola – falecido agora, no passado dia 16 Fevereiro:

«Escrever um poema é mais difícil que morrer; nem todos podem escrever um poema, morrer está ao alcance de todos.»

M.ª Lourdes Mano Reis

Obra literária de João Guimarães

Poeta, tradutor e médico

Apontar para a imagem para ler com tempo


Recordar José Saramago

Um outro olhar sobre o livro: “Memorial do Convento”

Realizou-se a última sessão programada para o ano letivo 2019/2020, pois como é de vosso conhecimento o fecho das atividades obrigou-nos a parar com toda a programação, mas foi vontade nossa cumpri-la a devido tempo.

Esteve connosco, como convidada, a professora Maria de Lourdes Mano que iniciou a sessão dando a saber uma notícia do dia: O Ministério da Cultura vai atribuir a Medalha de Mérito Cultural a Maria Teresa Horta pela sua carreira enquanto escritora e jornalista. Devido ao estado de pandemia o prémio só será entregue em 2021. Esta escritora, neste projeto, foi alvo de breve estudo nos dias 13 e 15 de outubro 2020.

Deu continuidade à sessão, pegando no tema do dia. Passo a transcrever o documento da professora Maria de Lourdes Mano onde nos relata como decorreu a sessão:

«UM LIVRO, UMA COMPANHIA»

RECORDAR JOSÉ SARAMAGO

(«Uma década de saudade, mas não de ausência» sublinha a Fundação José Saramago)

Nestes dez anos da sua ausência física entre nós, a Fundação JOSÉ SARAMAGO continua a trabalhar de acordo com o Projeto que foi estabelecido pelo escritor para a criação da Fundação:

  - «Sermos facilitadores da difusão cultural, insistir na Declaração dos Direitos Humanos e dos Deveres Humanos e cuidar do legado humanista que nos foi entregue».

De igual modo, ao recordarmos esta efeméride e José Saramago, com o objetivo de prepararmos a Visita de Estudo da CESVIVER à Real Basílica do Palácio Nacional de Mafra e ao Jardim do Cerco, a Profª. Lourdes Mano dinamizou a sessão desta tarde abordando em traços gerais o livro «Memorial do Convento».

Como sabemos, o romance é longo e rico em personagens e factos históricos que têm o condão de nos fascinar, da primeira à última página, tal como José Saramago é exímio a fazer.

“Viajámos” pela História de Portugal, num período aproximado de 30 anos, na época da Inquisição, também conhecida como «Tribunal do Santo Ofício».

O romance articula factos verídicos da História, no século XVIII, durante o reinado de D. João V, nomeadamente os Autos-de-Fé da Inquisição, a Procissão de Penitentes, o casamento dos Infantes, com factos ficcionados, como, por exemplo, os milhares de trabalhadores na construção do Convento, sempre esquecidos noutros romances mas, aqui, José Saramago valoriza-os e eleva-os à categoria de um “herói coletivo”.

José Saramago também não esqueceu a vertente do “fantástico” como, a construção da Passarola, sonho do padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão, ajudado por Blimunda e Baltasar, personagens estas ficcionais do romance.

 Todas as personagens deste romance encantam-nos pela coragem e bravura, mas principalmente pelo que são de humanas, inquietas e capazes de «ir ao encontro do seu verdadeiro destino».

Assim, o escritor apresenta-nos o Manuel Milho como um exímio contador de histórias, ele que era um mero trabalhador na construção do Convento de Mafra e muito amigo de Baltasar «Sete-Sóis». À volta de uma fogueira, antes de dormir, sentavam-se os amigos - o povo anónimo que construiu o Convento - para ouvir as histórias contadas por Manuel Milho, deixando o melhor sempre para o dia seguinte, acirrando a curiosidade e o entusiasmo dos ouvintes.

 Após a projeção de muitas imagens sobre esta obra literária e respectivos comentários, procedeu-se à leitura de pequenos extratos do romance, até para nos introduzir na projeção de outras imagens, agora sobre a magnitude deste monumento, onde a Basílica e o Jardim do Cerco foram o nosso foco para a Visita de Estudo.

A sessão foi concluída e, como é hábito, ainda houve oportunidade para as habituais e tão desejadas conversas prazerosas, seguindo-se as despedidas afetuosas.

MLMR

Nota: Por motivos relacionados com o momento crítico que vivemos atualmente, a Visita de Estudo à Basílica e Jardim do Cerco, projetada para este mês, não se realizará.”

Cabe-me agradecer à querida amiga professora Maria de Lourdes Mano a mareira como tem abraçado este projeto da CES, o modo como nos transmite os conteúdos e como promove a cultura.

Agradeço também a quem todas as semanas dá o seu apoio à CESVIVER e a quem nos procura para ter uma tarde diferente.

Rosa Maria Duarte

“CESVIVER – DIAS 3 E 5 DE NOV. 2020

RECORDAR JOSÉ SARAMAGO


Escritora Maria Teresa Horta

O Universo Literário de MARIA TERESA HORTA

Antes da sessão propriamente dita, a Profª. Lourdes Mano dedicou os primeiros momentos do nosso reencontro a saudações calorosas, à alegria do recomeço das atividades da CESVIVER e à formulação de votos de muita saúde com dias plenos de esperança e fé em tempos mais agradáveis e promissores de boas-novas.

A propósito da pandemia que nos “invadiu”, a Profª. recorreu a diapositivos para observarmos algumas obras de Arte Urbana criadas por Vhils e AkaCorleone, em homenagem aos médicos e enfermeiros do nosso País e que têm estado na linha da frente contra este flagelo do Covid.19. Mostrou ainda imagens do mural «Coexistência», criado pelo prestigiado artista brasileiro Eduardo Kobra onde, num ato de fé e esperança, pintou 5 crianças em oração, representando os cinco continente e, simultaneamente, as cinco maiores religiões.

Como no passado dia oito foi anunciado o Nobel da Literatura/2020, a Profª. presenteou todos os presentes com dois poemas da poeta Louise Glück, laureada este ano.

No âmbito de «Um Livro, Uma Companhia» retomámos as sessões, desta vez dedicada a Maria Teresa Horta.

Recordado o seu percurso de "jornalista, escritora e uma das mais conceituadas poetas da moderna Poesia Portuguesa, Maria Teresa Horta”, lutou sempre pela Liberdade.

Feminista, insubmissa, é uma das poucas poetas portuguesas a afirmar desde sempre na sua escrita, o corpo e a sexualidade feminina.

É autora de obras polémicas, como «Ambas as Mãos sobre o Corpo» - considerado uma obra-prima pelo Dr. Eduardo Prado Coelho - «Minha Senhora de Mim» e «Novas Cartas Portuguesas», livro este escrito também com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, autoras que passaram a ser internacionalmente conhecidas como “As três Marias” e que escandalizaram o Portugal puritano e hipócrita da época da ditadura Marcelista, voltando a enfurecer a “moral e os bons costumes Salazaristas”.

Estas obras valeram à escritora um espancamento na rua, muitas ameaças, insultos e a quase prisão.

A Poesia é para Maria Teresa Horta uma urgência.

Ela própria se define dizendo: «Eu sou a minha poesia».

Além da Profª. Lourdes Mano ter mostrado vários livros da autora, apresentou um PowerPoint com destaque para vários poemas que foram lidos por todos os presentes, muitas fotos, artigos da imprensa, dados relativos à biografia, bibliografia, prémios e distinções atribuídos e até, alguns prémios que recusou.

Foram distribuídas três folhas de leitura contendo os seguintes Poemas:

- «MÃE»

- «VINTE E CINCO DE ABRIL» (Poema escrito em 2020) e

- «NOVAS CARTAS PORTUGUESAS» Poema que o Cavaleiro de Chamilly enviou no dia da sua partida, à freira Mariana Alcoforado.

O livro histórico «Novas Cartas Portuguesas», publicado em Maio/1974, foi emprestado à Biblioteca da CESVIVER para ser usufruído por quem desejar ler ou reler esta obra, ficando assim como obra que integra as leituras de «Um Livro, Uma Companhia».

Aliás, as «Novas Cartas Portuguesas» foi a obra representante de Portugal e recomendada como leitura deste Verão, pelo projeto «Leitores da Europa em cooperação com a Biblioteca de Council of the European Union».

Após terminar a sessão, continuámos a usufruir das conversas agradáveis entre todos nós, juntamente com o enorme prazer de nos revermos aqui, na CESVIVER.

MLM


Literatura de Nuno Júdice

Universo Literário de Nuno Júdice

Ontem, dia 18 de fevereiro, foi nossa convidada a Professora Maria de Lourdes Mano para nos apresentar «O Universo Literário de Nuno Júdice».
Ao iniciar a sessão, a Profª. Convidou a assistência a fazer uma viagem “imaginária” de avião, de Lisboa para Itália, mais propriamente a Pompeia, recordando-nos a sua história e arte.

Todo o percurso foi ilustrado com recurso a diapositivos cujas imagens eram comentadas pela dinamizadora, incluindo os graffiti que ainda hoje se observam nas paredes de algumas ruínas, assim como,  um belo afresco pintado num dos palácios, o qual nos remete para  a «Lenda da formação da Europa», cujo tema faz parte de um dos livros publicados em 2017, por este autor: «O Mito da Europa».

A seguir, recordou-nos a paixão de D. Pedro de Portugal e de D. Inês de Castro descrita e enaltecida por Luís de Camões em «Os Lusíadas»; este facto histórico foi o fio condutor para a Profª destacar mais uma bela obra literária do autor que hoje esteve em destaque na CESVIVER:  Nuno Júdice e o seu livro «Pedro, Lembrando Inês», publicado em 2001; a completar esta segunda parte da sessão, foram entregues aos participantes «Folhas de Leitura» com os poemas retirados desta obra: «Pedro Lembrando Inês», «É isto o Amor» e «Retrato». A complementar as «Folhas de Leitura», os poemas foram ilustrados com imagens da artista plástica Lena Gal.

Com o objetivo da sessão ser mais dinâmica, romântica e interessante, aquando da leitura do poema «Pedro Lembrando Inês», foram distribuídas flores confecionadas pela Professora, utilizando coloridos guardanapos de papel, reforçando assim a imagem da paixão vivida por estas personagens da realeza portuguesa, na Quinta das Lágrimas, em Coimbra.

Além da Profª. nos mostrar vários livros deste notável autor, ainda teve oportunidade de comentar o último livro lançado em Nov./2019, «Camões Por Cantos Nunca Dantes Navegados» e «O Café de Lenine», obra esta considerada pelo Centro Nacional de Cultura como uma das dez melhores publicadas em 2019.

Como é habitual nas sessões dinamizadas pela Profª. Maria de Lourdes Mano,  esta grande figura da Cultura Portuguesa foi apresentada, ou recordada para outros participantes na sessão, através de diapositivos referindo-nos, entre outros aspetos, a biografia, obras publicadas no âmbito dos vários estilos literários característicos em Nuno Júdice, os prémios, distinções e condecorações que lhe têm sido concedidos.

A Profª. concluiu esta sessão com a oferta, para a biblioteca da CESVIVER, de um dossier de poemas deste prestigiado autor, poemas estes ilustrados com obras de conceituados artistas plásticos portugueses, inteiramente selecionados pela Professora Maria de Lourdes Mano.

Rosa Duarte

Poema de Nuno Júdice


Neorrealismo na Literatura

Obra literária de Alves Redol

Começámos o 2º Período Letivo no dia 07 de janeiro 2020, com as atividades semanais do Projeto CESVIVER.

No horário da manhã realizou-se a aula de Chi Terapia e à tarde, o tema dinamizado pela Profª. Mª. de Lourdes Mano foi:  “Ainda o Neorrealismo na Literatura – Alves Redol”.

Depois da nossa recepção, a quem veio para aprender, recordar ou conviver, formulámos votos de BOM ANO, seguindo-se a dinamização inerente ao tema de hoje.

A começar, a Profª Mª. de Lourdes Mano ofertou um livro para a biblioteca da CESVIVER, de Sophia Andresen -  “Poesia” - livro este que deveria ter sido oferecido na sessão do dia 5 Novembro passado, quando celebrámos o centenário do nascimento de Sophia De Mello B. A. mas, como a livraria não o conseguiu obter a tempo desta celebração, a Profª. teve a gentileza de o oferecer hoje.

Falando ainda de Sophia, a Profª ofereceu a cada participante uma folha de leitura com um belo poema desta grande Senhora da Cultura, alusivo ao «Dia Mundial da Paz», celebrado no passado dia 1/Janeiro: «A Paz Sem Vencedor e Sem Vencidos».

A minha convidada e amiga continuou a apresentar as atividades com o tema escolhido no âmbito do Projeto “Um Livro, Uma Companhia”, desenvolvendo a temática «Celebrar o universo literário de Alves Redol, considerado o expoente máximo do Neorrealismo Português».

Além de outros aspetos, recordou-nos também: -  Uma síntese da sua biografia e da vasta bibliografia; - A sua forte ligação ao Teatro e ao Cinema com várias obras dedicadas a estas artes. - A Visita que realizámos à exposição «Alves Redol – Raízes de uma coleção: Alves Redol e (seus) ilustradores», patente no Museu do Neo-Realismo para celebrar os 80 anos da publicação do romance “Gaibéus” e, simultaneamente, assinalar os 50 anos da morte do escritor. Para esta sessão foram distribuídas as seguintes «Folhas de Leitura»:

Síntese de “Gaibéus”; Extratos de “Uma Flor Chamada Maria” e “Constantino, Guardador de Vacas e de Sonhos”.

A Profª Mª de Lourdes, entre muitos aspetos significativos da vida deste grande escritor, falou-nos da sua grande paixão pelo Teatro e grande preocupação na formação cultural dos jovens, sem esquecer  a sua ligação ao bem-estar de quem o rodeava, em especial dos trabalhadores, retratados de forma magistral nos muitos livros que escreveu.

A fim de dar mais ênfase à vida e obra deste grande escritor, foi lido o poema «Retrato de Alves Redol», escrito por José Carlos Ary dos Santos, homenageando este escritor.

Ao terminar a sessão, a Profª. ainda ofereceu para a nossa biblioteca o livro juvenil «Constantino, Guardador de Vacas e de Sonhos» onde, mais uma vez Alves Redol descreve com maestria uma aldeia pobre, com gente de vida muito simples, onde um jovem pastor de doze anos tem «a cabeça cheia de sonhos».

Bem-haja querida amiga!
Toda a sessão teve como recurso a projeção de imagens, a observação de  livros do escritor e documentos para leitura.

Rosa Duarte

 

Neorrealismo na Literatura


Sophia Andresen e Jorge Sena

Aconteceu hoje, dia 5 de novembro de 2019, na CESVIVER

«Celebrar os centenários do nascimento de Jorge de Sena e de Sophia de Mello Breyner Andresen».

A Profª. Maria de Lourdes Mano iniciou a sessão recordando alguns momentos vivenciados há cinco anos, quando dinamizou várias sessões sobre Sophia.

Para os participantes que, na época, ainda não faziam parte desta grande Família que é a CESVIVER, tiveram hoje oportunidade de recordar uma grande figura da Cultura Portuguesa.

Entre outros aspetos, foram projectadas imagens de Sophia, da sua vida e locais que gostava de frequentar, os livros desta grande escritora e poeta, nomeadamente os que fazem parte de «Plano Nacional de Leitura».

Foram distribuídas «Folhas de Leitura» cujos poemas foram lidos pelos participantes. Fazia parte destas folhas de leitura o poema «Quem és Tu», escrito por Sophia e dedicado ao seu grande amigo, o artista plástico Luís Dourdil.

Porque era o momento de celebrarmos outro grande vulto das Letras Portuguesas, nascidos no mesmo mês e ano, partindo da grande amizade e cumplicidade literária entre Sophia e Jorge de Sena, a Profª.  recordou-nos muitos factos da vida e obra deste excelente escritor, considerado um dos mais influentes intelectuais portugueses do séc. XX.

Além de nos dar a conhecer a biografia e bibliografia de Jorge de Sena, destacou o papel fundamental da esposa, Mécia de Sena, na divulgação  e publicação do espólio literário do marido e na criação do Centro de Estudos Jorge de Sena, na Califórnia, onde o casal passou a residir, após a permanência por largos anos, no Brasil.

Foram distribuídas pelos participantes «Folhas de Leitura» contendo alguns poemas e resumos dos livros «Sinais de Fogo» e «O Físico Prodigioso», textos estes que também foram lidos pelos participantes nesta sessão.

A Profª. referiu-nos também todo um conjunto de eventos de cariz intelectual e festivos, realizados no País e no estrangeiro, em homenagem a estes dois vultos da Cultura Portuguesa  - Jorge de Sena e Sophia de Mello – nascidos, respetivamente nos dias 02 e 06 de novembro de 1919.

Mais uma vez esta nossa querida amiga não se esqueceu da  biblioteca do projeto CESVIVER e ofereceu-nos o livro «O Físico Prodigioso», de Jorge de Sena, a fim de ser requisitado pela assistência e lido em casa.

O meu agradecimento em nome de todos que acarinham este projeto da CES.
Como é habitual nesta nossa amiga, toda a sessão foi documentada com recurso a Power-Point, livros destes dois autores e outros diversos documentos.

Muitos Parabéns querida amiga Maria de Lourdes pela sua maravilhosa participação!

Bem-haja!
Rosa Maria Duarte

CESVIVER celebra o centenário de Sophia Andresen e Jorge Sena


Centenário do nascimento de Fernando Namora

Na tarde de 08 de outubro a professora Maria de Lourdes Mano orientou a sessão, no âmbito do Projeto «Um Livro, Uma Companhia» o qual tem apoio do Departamento da Ação Social da Câmara Municipal do Seixal O tema era: Neo-Realismo da Literatura - Celebração do Centenário do Nascimento de Fernando Namora.
Aludiu breves referências biográficas e bibliográficas do autor, prémios e distinções recebidos em vida, bem como à Condecoração póstuma entregue, pelo Presidente da República Professor Marcelo Rebelo de Sousa, aquando da 4ª «Festa do Livro» nos Jardins do Palácio de Belém no passado mês de agosto.

Teceu comentários a algumas das suas obras literárias, tais como «Retalhos da Vida de Um Médico» e «Domingo À Tarde»; Deu a conhecer a sua ligação à arte e o reconhecimento a pintores dessa época, em especial ao Mestre Luís Dourdil.

Foi indicado para leitura o conto «Dois Ovos ao Fim da Tarde» com o qual Fernando Namora homenageia o pintor acima referido.

Depois foi a vez de nos dar a conhecer a poesia. Para tal recolheu nove poemas do autor que foram distribuídos aleatoriamente pelas senhoras presentes na sala, seguindo-se a sua leitura em grupos ou individualmente.

A Professora Maria de Lourdes Mano ainda proporcionou um roteiro, passo a citar - ”…uma pincelada. Umas gotículas muito leves, para despertar a curiosidade e o interesse…” - para a futura Visita de Estudo ao Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira.

Toda a sessão desta tarde foi acompanhada com material preparado e produzido pela comunicadora: projeção de imagens, livros do autor, fotocópias de textos e ilustrações. Muito obrigada querida amiga pelo belíssimo trabalho.

R.M.D.

Um livro, uma companhia