Arquivos de categoria: Vivências na CESVIVER

Danças circulares e trabalho manual

Atividade Física e Manual

Esteve, mais uma vez, a orientar as atividades das Tardes de Terça-feira na CESVIVER a professora Inocência Bolas, no dia 18 de janeiro. Tendo,  com o  tema Atividades Lúdicas. A dinamizadora dividiu o tempo em duas partes:

Parte 1Atividade Física -  Realização de danças circulares sentados através da  observação de  vídeos  com integração de música.

A assistência executou cinco exercícios diferentes sempre com interesse e alegria. Destes apenas indico duas:  

"Dança Circular em Cadeiras - Acordando o Corpo"

"Dançar sentado: puxe seu sofá e venha dançar!"

Esta forma de atividade física (dança) foi escolhida, tendo em atenção a idade dos utentes/aderentes, o espaço físico e por ser fundamental para desenvolver os estímulos dos sentidos, domínio físico, social e psicológico. Assim foi possível trabalha a atenção, concentração, perceção, lateralidade, ritmo, memória recente, estimulando diversas habilidades psicomotoras e cognitivas além de melhorar a coordenação motora e o condicionamento físico associado à sensação de satisfação física e emocional também proporcionou benefícios para o corpo e a mente.

Parte 2 – Atividade Manual – A escolha desta modalidade teve como finalidade estimular a memória, desenvolver a coordenação e facultar a articulação dos braços. Sabe-se que “os trabalhos manuais estimulam as habilidades motoras e os sentidos, exercitando as capacidades do corpo físico. Esse tipo de ação tem grande impacto no cérebro, o que é muito importante para a memória, concentração, lógica etc. Outro grande benefício é  possível reduzir o stresse e  combater a depressão, tão comuns nos dias atuais”. Foram iniciados dois trabalhos coletivos: um de recorte e colagem e outro em croché, sendo este iniciativa da professora Olga Valido e com um fim solidário.

Rosa Duarte

Desfrutando da vida


As Janeiras e os Reis

Encontros à terça-feira na CESVIVER

Foi hoje, dia 11 de janeiro de 2022, que demos início ao 2º trimestre do ano letivo 2021/2022, retomando as intituladas Tardes de terça-feira na CESVIVER.

Foram relembradas todas as regras emanadas da D.G.S. relacionadas com COVID 19 para a utilização do espaço, da Casa do Educador do Conselho do Seixal, cedido para as atividades da CESVIVER: ser portador do certificado de vacinação; uso da máscara; desinfeção das mãos e respeitar sempre o afastamento social.

Desejou-se, a todas as aderentes, um bom regresso e Feliz Ano.

Foi pedido aos presentes que falassem um pouco sobre as suas festas: Natal, passagem de Ano e dia de Reis.

Como até ao final deste mês ainda decorrem acontecimentos relacionados com a quadra natalícia foi escolhido para tema desta tarde as Janeiras e os Reis. Foi relembrada para uns e contada para outros a origem destas comemorações e suas lendas.

Em relação às Janeiras falou-se das  suas celebrações em alguns países da Europa, com os seus seculares cânticos de religiosidade popular e festiva que representam peditórios cantados na noite de Natal, de Ano Novo e de Reis, dando-se mais ênfase a Portugal. Escutou-se Vamos Cantar as Janeiras.

Sobre a origem desta tradição foram apresentadas algumas recolhas feitas na Internet tais como: ser uma herança das strenas (arenas) romanas; estar relacionada com cultos pagãos, desenrolando-se no mês do deus romano Jano, de Janus, que é o deus romano das portas, assim como dos começos e dos fins; ser usual pedir ou oferecer dádivas no início do ano comum, símbolo de bom augúrio, quer para quem as pedia, quer para quem as doava; a entoação dos cânticos tem por finalidade receber dádivas que se revestem de um carácter alusivo e propício a remeter-nos para tempos remotos.

A origem da tradição de cantar as Janeiras não se pode, contudo, dissociar-se da pobreza em que as pessoas viviam encontrando nesta, e noutras manifestações semelhantes, a forma de obterem uma dádiva, principalmente vinho e alimentos dos senhores abastados, sem que com isso se sentissem humilhadas.

O Dia de Reis, geralmente, encerra o Natal com várias comemorações por todo o mundo.

Há países com tradições mais específicas do que outros, mas sempre mantendo a essência da história dos três Reis Magos, Gaspar, Baltazar e Melchior, que ofereceram: ouro que é um elemento precioso e ao oferecê-lo a Jesus, os três reis magos estavam  considera-Lo “rei dos judeus”; incenso é, na verdade, a resina de uma árvore e simboliza a seiva da vida e os aromas com que os crentes costumavam orar;  mirra é uma erva amarga, produzida por uma árvore pequena do Norte de África. Antigamente, era muito usada para curar feridas no continente africano, mas depois passou a entrar também nas receitas de perfumes e em materiais de embalsamamento no Egito.

Foi apresentado um breve resumo das celebrações no Mundo com a finalidade de se poder comparar. Concluindo-se que há muitas diferenças no modo como o dia 06 de janeiro é celebrado.

Os cânticos de Natal de rua têm diferentes nomes e ocorrem em diferentes dias conforme os países:

- na Grécia, no dia 24 de dezembro, cantam-se as Kalandas;

- no Reino Unido e nos Estados Unidos, no dia 26 de dezembro cantam-se os Christmas Carols;

- em Espanha, no dia 6 de janeiro, cantam-se os Villancicos, geralmente acompanhados por pandeiretas e castanholas;

- em Portugal cantam-se as Janeiras, que começa no dia 1  e vai até dia 6 de janeiro, o Dia de Reis, ou até ao final do mês, nos meios citadinos. Em muitas aldeias esta tradição mantém-se viva, especialmente no Norte de Portugal e nas Beiras, onde se juntam os amigos e vão cantar as Janeiras a casa dos vizinhos, anunciando o nascimento de Jesus e desejando um Bom Ano a todos os presentes.

Boas Festas, Boas Festas

As músicas utilizadas, são por norma já conhecidas, embora a letra seja diferente em cada terra. São músicas simples, habitualmente à volta de quadras simples que louvam o Menino Jesus, Nossa Senhora, São José e os moradores.

Escutou-se, trauteou-se músicas e  observou-se vídeos, referentes a estas tradições: Natal dos Simples interpretado por Amália Rodrigues, apesar de se saber que não fora escrito para os Reis.

O tradicional bolo-rei faz parte da celebração de Reis. Era habitual, em determinadas zonas do país, o bolo-rei trazer uma fava e, a quem calhasse a fatia com a fava deveria providenciar o bolo no ano seguinte. Existe algumas variações a este bolo que passa pelo bolo rainha, por sua vez sem as tradicionais frutas cristalizadas, até ao bolo-rei de chocolate.

Em várias regiões de Portugal a refeição é idêntica à da consoada.

"Natal Tradicional" - Vimos-lhe Cantar os Reis - Origem Tradicional

Fez-se uma breve alusão às tradições relacionadas  com os festejos dos Reis em outros países:

Espanha - Uma das tradições é a “Cabalgata de Reyes” (cavalgada dos reis magos). A cavalgada é uma espécie de desfile no qual os reis distribuem doces às crianças (“carvão de azúcar”). Os desfiles nas grandes cidades são animados por carros alegóricos, com um forte esquema de segurança devido ao risco de atentados na Europa. O desfile representa o caminho que os reis magos fizeram até Belém.

A comida típica é o roscón de reyes (rosca dos reis), um tipo de pão coberto com frutas cristalizadas, amêndoas cortadas em finas lâminas e açúcar de confeiteiro. Uma particularidade é esconder um pequeno boneco de porcelana dentro da massa. Quem encontrar o bonequinho será o responsável para pagar o pão. A tradição diz também que encontrar o bonequinho também dá sorte.

Itália  - A tradição mais conhecida no Dia de Reis é a da “Befana”. Reza a lenda italiana que uma bruxa chamada Befana abrigou os reis magos. Eles convidaram-na a seguir a estrela de Belém, mas ela recusou a oferta. Arrependida, passou a distribuir doces às crianças e ainda hoje, os pequenos deixam meias na lareira à espera das guloseimas da velhinha.

Aqui, no lugar do Pai Natal, uma senhora já com alguma idade toma o seu lugar para distribuir prendas às crianças.

Finlândia - Para comemorar o “Loppiainen” (feriado), têm a tradição de fazer bolachas de gengibre em forma de estrela, as “Piparkakut”, ao mesmo tempo que pedem desejos.

 Estados Unidos - No Estado do Louisiana, o Dia de Reis marca o início das preparações do Carnaval.

Aqui também é habitual comer o “King Cake”, semelhante ao bolo-rei de Portugal, até à celebração do “Mardi Gras” (terça-feira Gorda).

 Perú - Outrora também era uma data em que se festejava com a oferta de presentes às crianças, contudo, essa tradição caiu em desuso.

No 6 de janeiro celebram a “Bajada de Reyes” e fazem uma pequena festa familiar durante a qual se desmonta o presépio. Por cada figura e adorno que se guarde, dita a tradição que se deve deixar dinheiro.

 Nesta tarde, também se retiraram todos os adereços relativos a esta quadra, na CESVIVER , enquanto se ouvia mais uma canção de Boas Festas.

Rosa Duarte

Recordando as festas dos Reis





Convívio e Informações

Tardes de terça feira

Dia 07 de dezembro, no encontro com as senhoras da CESVIVER, o tema do dia foi muito abrangente.

A tarde estava destinada para convívio social. Assim sendo terminou-se a árvore de Natal que já estava iniciada noutras sessões. Este ano a escolha recaiu na utilização de pinhas, trazidas por algumas senhoras, que foram pintadas por todos os presentes.

De seguida recordou-se a estação do ano que terminará brevemente, o outono. Fez-se a leitura do poema Apetecia-me escrever um belo verso , de Irene Lisboa publicado em Outono havias de vir latente e triste, com o pseudónimo de João Falco, Lisboa, Seara Nova, 1937.

Como o Inverno está a  chegar e, na altura estaremos de férias, recordou-se: porque e quando acontece, observando um mapa sobre as estações do ano; as suas características; cuidados a ter; e, também o seu benefício para a Terra.

Como naquela época do ano se festeja o Natal procedeu-se à leitura de alguns poemas alusivos a essa quadra festiva - Estava Maria à Beira do Rio publicado em Cantigas ao Menino Jesus (Machico), por ser do conhecimento através geral e Último Natal de Miguel Torga (1990), publicado em Diários, por ser considerado como uma ode ao Menino.

Foram distribuídos outros poemas para leitura em casa.

Ainda se realizou  um curto ensaio dos gestos da canção Vi o Menino Jesus, orientado pelas voluntárias Filomena e Rosa.

A tarde terminou em beleza com a entoação da canção de Parabéns duas das senhoras presentes, a senhora D. Pierrett que tinha completado a linda idade de 90 anos e a voluntária D. Filomena que completara nesse dia 57 anos.

R.D.

Atividades lúdicas

Estava Maria à beira do rio

Mensagens de Natal


Atividades de Coordenação

Motora e Manual

As atividades desta tarde, dia 30 de novembro abrangeram:

1 - No primeiro momento, o movimento e a expressão musical orientada pela professora Inocência Bolas que, tendo por fundo uma canção natalícia, proporcionou aos presentes a realização de movimentos de braços e mãos para assim atingir os objetivos traçados – destreza manual e física, concentração e atenção;

2 - No segundo momento a expressão plástica, sob a orientação da professora Rosa Duarte e com a colaboração das voluntárias Filomena Miguel, Rosa Paulo e do voluntário João Correia, esta atividade decorreu até ao final da tarde com entusiasmo, partilha de conhecimentos e execução de adornos relacionados com a quadra festiva que se aproxima. Para tornar o ambiente ainda mais agradável escutou-se música, trauteando e cantando.

No final, todos os participantes estavam satisfeitos, bem-dispostos e até denominaram a tarde de “oficina das estrelas brilhantes” devido ao efeito proporcionado pelos resultados obtidos.

Rosa Duarte

Reportagem Fotográfica de João Correia


Tardes de terça feira

Por Aqui e Por Ali… foi o título escolhido pelo professor António Santos para a sessão, “Tardes de Terça-feira”, realizada no dia 16 de novembro de 2021. O meu convidado referiu que, este seu trabalho, era uma pequena amostra do que vem compilando sobre as viagens por si realizadas.

Esta “viagem imaginária” para a assistência, começou pela Inglaterra – Glastonbury, Cornualha, Stonehenge, Dubrovnik; Passou pela Austrália - Salzburgo; Alemanha – Alemanha- Munique, Muralha da China, Praça Tiananmen; Espanha – Porto Ventura, Pompeia; Portugal – Porto; São Tomé e terminou em Cabo Verde.

O dinamizador não ficou só pela apresentação de imagens maravilhosas, mas também, foi documentando e partilhando momentos vivenciados.

Neste artigo, sobre a sessão, não são apresentadas, nem as imagens nem os textos do orientador, mas as retiradas da Google. Assim sendo, é uma   pequena amostra do que se viu ou ouviu.

Uma viagem imaginária...continua...

Uma viagem sem destino


Um livro, uma companhia

O OUTONO E A POESIA

Nesta tarde do dia 09 de novembro, nas intituladas “Tardes de Terça-Feira” procedeu-se à leitura de poesia sobre outono – tempo e vida, no âmbito do projeto “Um Livro, Uma Companhia” , mas para além disso foi incluído: a Lenda de São Martinho e o magusto.

Antes da leitura de poesia para dar a saber de que escritora se iria falar, recordou-se o nome de ruas bem perto da CES. Deu-se a saber:

Irene do Céu Vieira Lisboa nasceu no Casal da Murzinheira, na freguesia de Arranhó, no concelho de Arruda dos Vinhos, no dia 25 de Dezembro de 1892.

Faleceu em Lisboa a 25 de Novembro de 1958, a um mês de cumprir 66 anos de idade.

Formou-se na Escola Normal Primária de Lisboa. Continuou os estudos na Suíça, França , Bélgica onde se especializou em Ciências de Educação.

Foi escritora, professora e pedagoga portuguesa.

Começou a vida profissional como professora  da  educação infantil, mais tarde foi inspetora orientadora de ensino e passou a funcionária administrativa do Instituto para a Alta Cultura. Reformou-se aos 48 anos.

A produção literária de Irene Lisboa divide-se pela ficção intimista e autobiográfica, crónica, conto (para crianças e adultos) e poesia. É autora de uma vasta obra, mas muito pouco conhecida.

Não foi livre na expressão dos seus pensamentos, cito: «Restavam-lhe a imprensa, o livro, a conferência. Grande parte das suas intervenções tem, precisamente, esses suportes, mas convém não esquecer que o controlo censório exercido pela ditadura salazarista sobre a expressão pública do pensamento não lhe permitiu certamente a transmissão das suas opiniões com toda a claridade.»

Isto levou-a a adotar pseudónimos para escrever as suas opiniões, nomeadamente João Falco, Manuel Soares e Maria Moira.

Em homenagem a Irene Lisboa encontramos o seu nome atribuído a escolas, ruas, pavilhão desportivo e cultural, Museu em Arruda, Biblioteca, estátuas.

Em sua homenagem a Federação Nacional dos Professores fundou, em 12 de Janeiro de 1988, o Instituto Irene Lisboa.

A 19 de Maio de 1989, foi agraciada, a título póstumo, com o grau de Comendador da Ordem da Liberdade .

O Município de Arruda dos Vinhos criou o Prémio Literário Irene Lisboa com o objetivo de:  divulgar o nome, a vida e promover o estudo da obra de Irene Lisboa; dar valor à língua portuguesa; valorizar a Cultura e a Identidade de Arruda dos Vinhos; criar e/ou consolidar hábitos de leitura e de escrita; promover a escrita criativa, valorizando a expressão literária. Este ano realizou-se o 11º concurso, dentro deste contexto.

E para que se cumpra o fim a que se destina o projeto “Um Livro, Uma Companhia “ foi feita a leitura de poesias do livro “Obras de Irene Lisboa – um dia e outro dia… outono havias de vir”, começando-se pela seguinte frase da escritora “Ao que vos parece verso chamai verso e ao resto chamai  prosa”. E, porque estamos na estação outonal, continuou-se com a leitura de poemas, de outros autores, relacionados com esta época do ano.

Para terminar a tarde felicitou-se aniversariante presente e cantou-se a canção de Parabéns. De seguida viu-se um vídeo sobre o dia de São Martinho  que, apesar de ser para crianças, deixou todos os presentes agradados.

Fez-se referência ao magusto, que se festeja brevemente, usando quadras e adivinhas sobre este.

 Rosa Maria Duarte

Poesia sobre Outono

O Outono na Vida e no Tempo


Chi Terapia

Hoje, dia 09 de novembro, o dia estava lindo; o  céu azul e brilhante; o sol aquecia apesar de se sentir o frio do outono, foi neste contexto, que o presidente da CES estimulou o professor de Chi Terapia, António Santos, para que realizasse a sua aula no quintal desta instituição. Assim sendo,  professor e alunas deslocaram-se para o referido espaço e realizaram aí a aula.

Foi com agrado que presenciei os momentos, que foram registados pela nossa  funcionária.

O meu muito obrigada ao professor António Santos e às suas alunas da CESVIVER.

Rosa Duarte