Arquivos de categoria: Artes

História da Música

Categoria :Artes

A obra musical de Marcos Portugal

Por estranho que pareça, muito perto da Casa do Educador do Concelho do
Seixal fica a Avenida Marcos Portugal e, certamente que alguns dos moradores
desconhecem quem foi e qual a importância deste compositor luso brasileiro na
música.
No dia 15/06/2021 esteve connosco o nosso convidado e amigo Doutor António
Jorge Marques (CESEM FCS-NOVA) que fez uma “Palestra com exemplos
musicais” acerca do sublime compositor Marcos António da Fonseca Portugal.
Foi uma tarde cultural que interessou a toda a assistência.
Estou imensamente grata, ao Doutor António Jorge
Marques, pelo modo cativante e profissional como
comunicou e transmitiu os seus saberes, a sua
disponibilidade por ter enriquecido este projeto da CES e pela oferta de um livro da sua autoria.
Ainda poderá ler mais sobre a obra deste compositor no trabalho realizado pelo próprio palestrante.

SABER MAIS SOBRE MARCOS PORTUGAL 

 

Palestra e exemplos musicais

Marcos Portugal | TE DEUM

Marcos Portugal (1762-1830)

Marcos Portugal «MISSA GRANDE«GLORIA»

Marcos Portugal, MISSA GRANDE : CREDO

Cecília Gasdia- SON REGINA 1986


Dia Mundial da Arte

Categoria :Artes

Arte Urbana

É sempre bom recordar e por isso partilho convosco parte da recolha feita por mim sobre o significado e diferentes estilos da Arte Urbana, fazendo um breve percurso virtual desta Arte, mais virada para o Concelho do Seixal e Setúbal.

Arte Urbana aparece ligada aos pré-urbanistas culturalistas (John Ruskin ou William Morris) e depois ao urbanismo culturalista (Camillo Sitte e Ebenezer Howard). O termo culturalista estava relacionado com os trabalhos executar os pelos urbanistas, para melhorar determinados traços, aos desenhos representativos da cidade ou urbe.

A designação de Arte Urbana passou a incluir todas as expressões criativas nos espaços coletivos, acabando assim com os desenhos em qualquer espaço público ou privado.

Fica-se, por vezes, maravilhado com os desenhos que encontramos nas ruas, em painéis, em fachadas de prédios ou em grandes muros. Cito: “São verdadeiras galerias a céu aberto, onde notáveis artistas de todo o mundo…, fazendo a história de cada…”.

Street Art, Arte Urbana ou Urbanismo são manifestações artísticas realizadas em espaços públicos, mas diferentes das de carácter institucional ou empresarial.  Começou pelo movimento underground (cultura do submundo ou subterrâneo ou movimentos clandestinos, geralmente subversivos) em que a Street Art agia como uma forma do fazer artístico nas várias modalidades do grafismo, desde o grafite ao stencil incluindo ainda outras formas de arte, e expressavam os seus sentimentos através de desenhos.

Grafite (grafiti ou grafitti) é uma arte em que os grafiteiros utilizam tinta em spray e marcadores, desenhando nas paredes de edifícios, túneis, ruas, e cujas obras continham fortes críticas à sociedade. Começou por ser um ato de vandalismo e só muito mais tarde foi incluída como “Arte Urbana”.

Stencil Arte é uma técnica de pintura usada para aplicar um desenho, forma, ilustração ou imagem figurativa ou abstrata. Esta utiliza moldes vazados, chamados de máscaras, que podem ser feitos de diversos materiais desde o papel ao metal e conforme o fim a que se destinam; aplicação de tinta; ou spray. Esta técnica tende a achatar as imagens e a torná-las estáticas, mas C215 -francês - desenvolveu um estilo próprio em que produz uma iluminação impressionista das personagens que cria.

Arte Urbana em Portugal

A Arte Urbana ainda inclui: músicos; estátuas vivas; teatro de rua; palhaços; malabaristas; pintura rural e intervenção urbana. Por vezes, uma obra, apresenta mais do que uma técnica. Para terminar, mais umas breves notas sobre este tema. No Concelho do Seixal a Câmara Municipal e autarquias desde longos tempos que têm apoiado a Arte Urbana nas suas diferentes técnicas, são exemplos disso os murais de escolas e outos edifícios; o “Festival de Street Arte do Seixal” que incluiu grandes e pequenas intervenções artísticas no núcleo urbano antigo do Seixal. Tendo sido alvo da presença de vários artistas, tais como - Mosaik, Mar, Trafic e a dupla Draw & Contra, que remodelaram obras de Eduardo Palaio; arte na rua. Muito artista conceituado se poderia nomear. Ainda encontramos obras de incógnitos, que escondidos da fama, mostram o que de melhor sabem fazer, marcando os seus sentimentos nesta expressão de arte.

Terminámos a nossa viagem virtual do Seixal até Setúbal, passando pelo Mural da Estrada Nacional nº 10.

Na Galeria deste tema poder-se-á ver mais algumas imagens desta Arte Urbana.

Rosa Maria Duarte

GALERIA

Todas as imagens foram retiradas de “Imagens do Google”, alusivas ao tema e ao assunto em questão.

O “Ti João” do Acqua Seixal, do Gonçalo Mar e da cidade

Estrada nacional nº10

Arte Urbana em Portugal

Significado de Underground

Estátuas vivas

Galeria de Arte Urbana


Mestre Francisco Simões

Categoria :Artes

O ESCULTOR-POETA DA MULHER

Sem pretender abordar a função da escultura e o papel do escultor face à sociedade, não nos podemos esquecer que a ligação entre a Literatura e as outras formas de Expressão Artística vem de muitos séculos.

A representação de escritores e poetas no seio da escultura portuguesa é comum por todo o País.

Hoje, mês de Março e, pelo menos para mim, é o mês do feminino já que é nesta altura do ano que se celebram a Mulher, a Poesia, a Árvore, a Primavera, a Água, ... e, claro, também o «Dia do Pai».

É o momento propício para recordarmos um artista que eu designo por “o Escultor-Poeta da Mulher”, tal a graciosidade, leveza, a luz, (...) que transbordam da sua inspiração e criação artísticas, quer seja na escultura com mármore policromado ou não, na cerâmica, desenho, pintura, serigrafia...

Ele próprio afirma:

«A mulher é a coisa mais bonita do universo. Não há pássaro, não há Sol, não há mar, não há nada que se lhe compare.

O corpo da mulher é redondo, não tem arestas, tem uma policromia harmoniosa, cheira bem.»

Refiro-me a Francisco Simões, o escultor-poeta da Mulher e, à nossa memória de imediato vêm as maravilhosas esculturas femininas colocadas na Estação do Metro do Campo Pequeno, ou então, o grupo escultórico denominado «Flores de Verde Pinho», situado na Área de Serviço de Leiria, em homenagem a El-Rei D. Dinis e às «Cantigas de Amigo».

Vida e obra do Escultor-Poeta da Mulher

Quem é o Mestre Francisco Simões?

Brevíssimas notas biográficas em jeito de memorando:

  • Nasceu em Porto Brandão,  Almada, em 1946,
  • Por aconselhamento do Professor Calvet de Magalhães, frequentou o curso da Escola de Artes Decorativas António Arroio, concluindo-o em 1965.
  • Em 1967 foi bolseiro da OCDE , em Roma, Turim, Novara, Verona e Milão.
  • A convite de Germain Bazin, historiador de Arte e conservador de pintura no Museu do Louvre, em Paris, trabalhou neste prestigiado Museu em 1968.
  • Em 1974 concluiu o curso de Escultura da Academia de Música e Belas Artes da Madeira.
  • Em 1989 foi consultor do Ministério da Educação para o projeto «A Cultura Começa na Escola»; simultaneamente foi membro do grupo de trabalho criado também pelo Ministério da Educação  para a «Humanização e Valorização Estética dos Espaços Educativos».

A sua longa e profícua biografia ficará para outra oportunidade... As suas grandes referências na escultura são Miguel Ângelo e Rodin.

Talvez valha a pena recorrer ao próprio Mestre para sabermos o que sentiu quando, pela primeira vez visitou o Vaticano, e foi direitinho para a «Pietà», de Michelangelo:

«Tive o privilégio de poder tocar nela com as mãos. É tão bonita. Ainda hoje, quando esculpo as minhas peças só as considero prontas quando ao toque tenho a mesma sensação que tive com a Pietà.»

Mestre Francisco Simões tem uma vida cheia de histórias para nos contar, tanto da amizade e convivência com grandes vultos da Cultura portuguesa – entre eles Almada Negreiros, David Mourão-Ferreira – como «das conspirações em tempos de ditadura, da revolução e da dissidência»...

Como não é possível, aqui neste espaço que deveria ser breve, resumir o seu percurso como magnífico escultor-poeta da Mulher, nem tão pouco mostrar toda a sua obra plástica, aqui vos deixo umas quantas imagens do seu génio artístico no âmbito da Escultura, Desenho, Pintura, Cerâmica e ilustrações de Poesias de David Mourão-Ferreira.

Lourdes Mano Reis

Março 2021

Desenho, Escultura, Pintura e Cerâmica


Arte Abstracta

Categoria :Artes

Quem foi, de facto, o precursor deste movimento estético na Pintura?

Apesar da minha preocupação constante de divulgar ou recordar os artistas portugueses nos vários domínios da Arte, hoje apresento-vos um tema um pouco diferente, mais propriamente no domínio da História da Arte já que, desde a década de oitenta do séc. XX e de acordo com trabalhos de investigação por quem é perito, ficou definitivamente esclarecida esta questão:

 - A quem se deve atribuir o estatuto de pioneiro do movimento abstraccionista no âmbito das Artes Plásticas?

Aprendemos que o artista russo Wassily Kandinsky (1866-1944) foi o precursor deste movimento estético dada a inovação que trouxe para o universo das Artes, sendo mesmo um nome indispensável no modernismo europeu. Também aprendemos que este artista estudou os efeitos da cor, da forma e da própria criação artística, associadas à Música, como fonte de inspiração da expressão artística.

Ele próprio, em 1935 escrevia numa carta para o responsável da galeria de Nova York que o representava, reivindicando a autoria do primeiro quadro abstrato, uma aguarela pintada em 1910.

Nessa carta, a dado passo escrevia Kandinsky: «Sem dúvida, é a primeira pintura abstrata do mundo (...) trata-se, por outras palavras, de um quadro histórico».

Wassily Kandinsky - Primeira Aguarela Abstracta - 1910

Quais são as características dominantes do movimento abstraccionista na Pintura?

Resumidamente, a Arte Abstrata rege-se pelas seguintes características:

  • Valorização das linhas, cores, formas e texturas,
  • Ausência da representação da realidade e de imagens figurativas,
  • Uso de materiais diversos na produção das pinturas,
  • Formas livres e geométricas,
  • Relação intimista entre o artista, a obra e o espectador, isto é, a obra é essencialmente contemplativa.

Na Suécia e em 1906, uma artista plástica chamada Hilma af Klint (1862 - 1944) já pintava obras abstractas, bem antes de alguns dos mais célebres artistas europeus associados ao movimento da Arte Abstracta, tais como Wassily KandinskyPiet Mondrian, Paul Klee, Kazimir Malevich e muitos outros.

Pelas datas do nascimento e morte destes dois artistas - Kandinsky e Hilma -  verificamos que são contemporâneos.

As primeiras obras abstractas de Hilma af Klint constituem uma das séries artísticas mais emblemáticas: «Os quadros para o templo».

Consideram os especialistas que as obras de Hilma af Klint não são uma pura abstração da cor e da forma, por si só, mas antes uma expressão artística do que não é visível.

Em síntese, esta artista partindo dos elementos estruturais e compositivos da linguagem plástica, o ponto e a linha, associava-os à cor e criava formas geométricas diversificadas.

Na época, a Academia Sueca era um dos poucos lugares na Europa onde as mulheres podiam estudar.

Hilma af Klint e a sua geração, foi uma das primeiras a receber formação académica em Arte.

Assim, em 1880 Hilma af Klint frequentou a Escola Técnica de Estocolmo onde estudou pintura de retratos.

Em 1882, complementa a sua formação em pintura, na Real Academia de Belas Artes de Estocolmo, passando os cinco anos seguintes a estudar desenho, retrato naturalista e pintura de paisagens.

Porque ficou “escondida”, durante tantos anos, a obra plástica inovadora e vanguardista desta artista sueca?

Num breve resumo, aqui ficam alguns dados biográficos daquela que é considerada com toda a justiça a pioneira da Arte Abstracta:

- Em 1908, Hilma af Klint conhece o filósofo austríaco Rudolf Steiner, membro destacado da Sociedade Teosófica  e fundador da Antroposofia.

- Em 1909, quando Rudolf Steiner visita o estúdio da artista, afirmou que as suas obras plásticas abstractas só seriam entendidas e apreciadas depois de passarem uns cinquenta anos...

- Hilma af Klint realizou mais de 1400 trabalhos, entre pinturas e obras em papel, mas em vida, apenas expôs a sua obra figurativa, mas nunca a abstracta, exactamente porque pensava que esses seus trabalhos abstractos não seriam valorizados nem compreendidos, tal como lhe dissera o filósofo seu amigo, Rudolf Steiner.

- Antes de falecer, em 1944, Hilma teve a preocupação de deixar escrito no seu testamento que toda a sua obra abstracta só poderia ser exposta ao público após passarem 20 anos sobre a sua morte.

Assim, a história desta artista plástica sueca e, nomeadamente as suas pinturas inovadoras e vanguardistas no âmbito da Arte Abstrata permaneceram esquecidas até à década de oitenta do séc. XX quando, numa exposição das suas obras, o Museu de Arte do Condado de Los Angeles, a divulga e reivindica o estatuto de pioneira do abstracionismo.

Segundo consta, após algumas negativas de museus que não viam relevância na descoberta recente desta precursora do movimento abstracionista na Pintura, os sobrinhos de Hilma af  Klint criaram uma fundação e, com o apoio de alguns grupos artísticos da Suécia, organizaram o seu legado constituído por mais de 1400 trabalhos e outros 26 mil escritos, divulgando-o em exposições, livros, etc. Outras exposições se seguiram e sempre com enorme êxito.

Mais recentemente, em Outubro 2018, o Museu Solomon R. Guggenheim de Nova Iorque apresentou uma retrospectiva da pintora sueca, intitulada «Hilma af Klint: Paintings for the Future» onde, além das pinturas, foram expostos muitos cadernos de notas da artista onde se pode verificar o percurso criativo de cada obra abstracta.

Foi a primeira grande mostra individual da artista sueca nos Estados Unidos e, afirmado pelo próprio Museu, foi a exposição de maior sucesso e a mais popular da história deste famoso Museu, com 600.000 visitantes muito interessados e entusiastas.

Eis uma artista plástica tão pouco divulgada e conhecida entre nós e que valeria a pena aprofundar a sua vida, influências filosóficas na sua criação artística e, consequentemente, toda a obra plástica figurativa e abstracta.

M.ª Lourdes Mano Reis


Mestre João Cutileiro

Categoria :Artes , Memórias

Pequena homenagem ao Mestre João Cutileiro

«Existe um antes e um depois do João Cutileiro na escultura nacional».

Esta é opinião do também escultor Rui Chafes, Prémio Pessoa 2015, que define o Mestre Cutileiro como «um inovador, um precursor, um nome incontornável, um pioneiro e um exemplo para muitos escultores mais novos do que ele».

Recorda ainda Rui Chafes que «as mulheres esculpidas em mármore polido são o rótulo de um homem maior, que se notabilizou pela forma como brincou com a História do País ao criar D. Sebastião...»

De facto, em 1970 o Mestre João Cutileiro foi viver para a cidade de Lagos e, como se aproximava o ano de 1973, data em que a cidade celebraria os 400 anos da elevação de Lagos a cidade, por reconhecimento régio de El-Rei D. Sebastião, no ano de 1573, o município encomendou uma escultura do jovem rei para comemorar esta data histórica.

Rompendo com a tradição, o escultor João Cutileiro cria um rei menino, sem espada, nem escudo e de face imberbe, afrontando o regime e a ordem instituída no Portugal antes do 25/Abril...

Mestre João Cutileiro foi alvo de muitas mais críticas e  controvérsia quando, em 1997, criou o monumento comemorativo ao 25/Abril/1974, colocado no Parque Eduardo VII, a pedido do Dr. João Soares, na época Presidente da Câmara de Lisboa.

Perante as críticas de que era alvo devido à sua ousadia criativa, inovação, e estética vanguardista, ironicamente dizia que não era «um fazedor de objectos destinados à burguesia intelectual do ocidente».

João Pires Cutileiro nasceu em Lisboa, no ano de 1937.

Faleceu este ano, no passado dia 5 de Janeiro, com 83 anos.

Em 1951, com apenas 14 anos, apresenta a sua primeira exposição individual em Reguengos de Monsaraz.

Frequentou a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (ESBAL), sendo aluno do Mestre Leopoldo de Almeida.

Por influência de Paula Rego vai para a Slade School of Art, em Londres.

Por todo o País encontramos fantásticas esculturas ou monumentos deste Mestre a embelezar praças, jardins, lagos, museus, hotéis, etc..

Exposições, prémios e distinções, internacionais e nacionais, são inúmeros.

A 3/Agosto/1983, foi agraciado com o grau de Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada pelo Presidente da República, General Ramalho Eanes.

Muito ficou por referir relativamente ao seu percurso biográfico.

Homem gentil, afável, interessado no trabalho dos outros artistas, generoso, curioso, apaixonado pela fotografia, pela amizade e pela comunicação, João Cutileiro era um verdadeiro embaixador da nossa Cultura, da boa-vontade e da justiça.

Mª. Lourdes Mano Reis


Arte Contemporânea

Categoria :Artes

STREET ART - «UM OUTRO OLHAR SOBRE LISBOA»

A terminar uma sequência de sessões dedicadas à Arte Urbana onde se privilegiou a divulgação de muitos artistas portugueses e respectivas obras, hoje dedicámos a sessão a “viajar” por Lisboa, já que a nossa capital é considerada internacionalmente como «uma galeria de Arte a céu aberto», não só pelas belas pinturas de Arte Urbana que embelezam a cidade, como pelas lindas fachadas de azulejos dos prédios, assim como os maravilhosos painéis de azulejos, quer nas estações do Metro, quer na própria cidade e, como é evidente, os magníficos trabalhos  da «calçada portuguesa» um pouco por toda a capital.

Foram inúmeras as imagens de Arte Urbana projetadas, patentes em todos os bairros lisboetas e cujas obras plásticas, das mais antigas às recentes, quer de artistas nacionais como internacionais, são prestigiadas pelo seu enorme valor cultural, intelectual, artístico e social.

A Profª. Lourdes Mano teve ainda a preocupação de mostrar muitas obras já desaparecidas devido à renovação urbanística e cujos registos fotográficos ou em vídeo nos revelam grande sensibilidade artística e estética.

Artistas como Vhils, Bordalo II e AkaCorleone, cujas obras de reconhecido mérito se encontram um pouco por todo o mundo, têm em Lisboa vários exemplares.

Destaca-se aqui a mais recente obra de AKA RAF - Rui Alexandre Ferreira - artista que desenvolveu a “peça” que fica na “Alta de Lisboa”, na freguesia do Lumiar  e foi batizada de «Talude». AKA RAF pintou uma enorme extensão de betão com cores vivas, formas e texturas diversas e com efeitos a 3D. O projeto abrange uma área de 2.600 metros quadrados.

No âmbito das obras já desaparecidas, a Profª. recordou-nos mais uma vez a bela pintura executada pelos artistas lisboetas Ayer, Nomen, Nark e Pariz, num edifício já destruído e situado junto à Fundação José Saramago, obra esta inspirada no documentário «José e Pilar», filme do jovem Miguel Gonçalves Mendes estreado em Novembro de 2010.

Com esta nossa “viajem” pelo magnífico roteiro de Street Art Lisboeta, a Profª. Lourdes Mano apresentou as suas despedidas como colaboradora assídua da CESVIVER nestes dois últimos anos letivos e agradeceu a todos os participantes a forma sempre carinhosa, gentil e atenta com que foi distinguida, além do enorme  interesse, motivação e prazer demonstrados pelas temáticas dinamizadas em todas as sessões.

As despedidas terminaram com votos mútuos de muita saúde e continuação de dias felizes, além do desejo das maiores felicidades, quer  para a Profª. Rosa Duarte e sua equipa da Direcção/apoio, assim como para este mui nobre projecto de solidariedade que é a CESVIVER.

MLMR

CESVIVER – Dias 17 e 19 de Nov. 2020

Arte Contemporânea

Um Outro Olhar sobre Lisboa

Agradecimento

Na passada quinta-feira, dia 19/11/2020, antes de se dar início à atividade dessa tarde, a CESVIVER-CES surpreendeu a nossa querida amiga prof.ª Maria de Lourdes Mano para lhe fazer um agradecimento que apesar de muito simples, devido à situação de afastamento social, foi imerso em gratidão e carinho. A professora estará temporariamente afastada como orientadora de sessões.

O Presidente da Casa do Educador do Concelho do Seixal-CES, prof. Jaime Ribeiro esteve presente e dirigiu palavras de apreço e agradecimento. Elogiou o trabalho desenvolvido voluntariamente no âmbito cultural, social e até de saúde, uma vez que transmitia conhecimentos, ocupava a mente de quem nos procura e ajudava a serem mais saudáveis.

Desejou muitas felicidades e saúde. Terminou dizendo que a CESVIVER continuava à sua espera.

Por sua vez a prof.ª Maria de Lourdes Mano agradeceu as palavras que lhe foram dirigidas e expressou votos de continuação de bom trabalho a toda a equipa e voluntários da CESVIVER, referindo-se a cada um dos presentes em particular. Agradeceu às senhoras utentes que sempre a escutaram com atenção e lhe proporcionaram momentos de bem-estar.

Passo, em largos traços, a apresentar alguns apontamentos sobre a atividade dinamizada pela amiga prof.ª Maria de Lourdes Mano, neste projeto.

Já é longo o seu envolvimento nas atividades intituladas “Tardes de Terça-feira na CESVIVER”.

Em momentos ocasionais com temáticas esporádicas, ou na preparação de exposições de início ou final de ano ou ainda nas visitas de estudo mas foi em duas áreas que desenvolver a sua maior atividade:

- “Um Livro, Uma Companhia” – Foi neste projeto que mais marcou os presentes. Orientou uma sessão em novembro de 2014 e outra em fevereiro de 2015 sobre Sophia de Mello Breyner Andresen; Em dezembro de 2016 orientou uma sessão sobre um dos livros de Sophia e recordou o Centenário do Nascimento de Júlio Resende; Em 2017 aceitou o convite para orientar anualmente as sessões deste projeto, que é apoiado pela Ação Social da Câmara Municipal do Seixal, começando em outubro de 2018, com uma programação bimensal; Deu a conhecer ou recordou muitos escritores portugueses – José Saramago, Agustina Bessa Luís, Maria Teresa Horta, Nuno Júdice entre muitos outros.  Referiu as suas obras e proporcionou a leitura de pequenos extratos de algumas delas.

- “Artes” – A sua participação nesta área começou em outubro de 2015 quando se trabalhava o tema “Construir para recordar”; em maio de 2018 referiu-se ao “Projeto SOS Azulejo” e em outubro desse mesmo ano começa a orientar sessões ao nível das Artes. Sempre atualizada em relação aos acontecimentos, ia dando a saber a obra e vida de grandes figuras das artes plásticas nacionais e estrangeiras.

Bem-haja querida amiga Maria de Lourdes Mano.

Votos de muitas Felicidades e até breve.

Rosa Maria Duarte

Sessão de apresentação

Lisbon Stories - Rota Arte Urbana


O barroco musical em Portugal

Categoria :Artes , Memórias

Primeira metade do século XVIII  

Esta semana, nas tardes do projeto CESVIVER, dias 10 e 12 de novembro, foi nossa convidada a musicóloga, profª Zuelma Chaves, que dinamizou as sessões  referindo-se a uma das épocas da História da Música em Portugal.

Começou por pedir, à assistência, que se recordasse do tema da semana anterior, orientada pela prof.ª Maria de Lourdes Mano, e fez uma “passagem”, com recurso à imagem, pelo Convento de Mafra e Basílica Real.

Lembrou um pouco da História de Portugal no reinado de D. João IV (século XVII) para mencionar os seguintes antecedentes históricos-musicais:

- A Escola da Sé de Évora

- O Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra

- O Paço Ducal de Vila Viçosa - Importante monumento português situado no Terreiro do Paço de Vila Viçosa, no distrito de Évora. Este complexo patrimonial é constituído pelo Paço Ducal, Castelo e igrejas dos Agostinhos e das Chagas pertencente à Fundação da Casa de Bragança.

Quanto ao tema do dia, a música em Portugal na primeira metade do século XVIII, começou por situar os presentes nas vivências do reinado de D. João V referindo: suas origens familiares; relação com a igreja; ligação à música: a música da Corte Joanina; a importância da música sacra; os instrumentos musicais que se podem encontrar e sua relação igreja/aristocracia/povo.

João V fascinado com o movimento barroco contrata o compositor e professor Domenico Scarlatti para o ensino da música aos infantes.

Estando Portugal a viver um período de muita riqueza devido à chegada das primeiras remessas de ouro do Brasil, o rei ambicionou para o país o que de melhor havia em relação à cultura. Neste sentido verificam-se influências vindas, por um lado, de Itália, não só pela adoção dos modelos litúrgico-musicais do Vaticano que viria a traduzir-se na importação de músicos e livros e no envio de bolseiros para Roma, e por outro lado a influência do modelo absolutista ditado por Luís XIV, em França.

Referindo-se a Mafra falou dos seis órgãos e dos dois carrilhões: a razão por que foram adquiridos e ali instalados; o seu funcionamento; e o respetivo reportório musical.

No domínio da música sacra mencionou a criação da Escola de Cantochão em 1729 em Santa Catarina de Ribamar e a referência a esta escola feita por Frei João de São José do Prado no Cerimonial da Arrábida de 1752.

No que concerne a testemunhos escritos da música desta época em Portugal mencionou o facto de muitos deles se terem perdido com o terramoto de 1755.

Fez uma breve alusão à ópera na corte e nos teatros públicos, seu público alvo e tipologias.

Deu a conhecer alguns dos principais vultos da música neste século:  Carlos Seixas, António Teixeira, Francisco António de Almeida e Domenico Scarlatti, apresentando imagens ilustrativas e proporcionando a audição de curtas passagens musicais.

Agradeço à prof.ª Zuelma Chaves a sua disponibilidade por oferecer aos utentes/aderentes de CESVIVER uma “viagem” musical pelo Século XVIII, tão cativante no modo como a transmitiu e documentou.

Rosa Maria Duarte

Álbum de fotografias Cesviver

Carrilhão-Torre Sul-Palácio Nacional de Mafra

História do Carrilhão-Torre Sul

Os Seis Órgãos da Basílica de Mafra

Fundação da Casa de Bragança


Celebrar Paula Rego

Categoria :Artes

ARTE  MODERNA

O MUNDO PICTÓRICO  DE  PAULA  REGO

Apesar desta sessão dedicada a Paula Rego se realizar somente agora, devido à pandemia, a CESViVER associou-se ao Museu da Presidência da República para celebrar e homenagear os 85 anos desta conceituada artista plástica, nascida no dia 26 de Janeiro de 1935, em Lisboa.

A Profª. Lourdes Mano começou por nos sensibilizar para a importância da Exposição intitulada «Da Encomenda à Criação - Paula Rego no Palácio de Belém», patente no Museu da Presidência da República, até ao dia 3/Maio, exposição esta que visava, entre outros aspectos, homenagear a consagrada artista plástica na celebração do seu 85.º aniversário.

Ficámos a saber que as obras «O Ciclo da Vida da Virgem Maria» e o retrato oficial do antigo Presidente da República, Doutor Jorge Sampaio, foram o ponto de partida para esta  mostra onde, pela primeira vez, foram expostos também, os três retratos que a artista pintou de Jorge Sampaio quando, em 2002, «durante uma visita ao Reino Unido, o Presidente da República, DR. Jorge Sampaio, convidou Paula Rego para criar um conjunto de obras evocativas da Vida da Virgem Maria», encomenda feita no âmbito do restauro da Capela do Palácio de Belém, dedicada a Nossa Senhora de Belém.

Projectadas muitas imagens das telas que constituem esta fabulosa Exposição, houve tempo para se abordar, entre muitos outros aspectos dignos de registo, as muitas exposições colectivas e individuais realizadas pelo mundo, os dados biográficos da pintora, técnicas e materiais mais utilizados ao longo do seu percurso, os movimentos estéticos mais representativos da sua obra plástica, sem esquecer de se referenciar as suas grandes influências e fontes de inspiração para uma obra tão vasta e magnífica, assim como, o prazer ou paixão da pintora para expressar artística e criativamente, grandes obras da Literatura Portuguesa e estrangeira.

A Profª. Lourdes Mano referiu também que o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, prestigiou esta nossa magnífica artista com a exposição «O Grito da Imaginação», patente ao público até 8 de Março, com uma mostra considerável de 36 obras desta artista.

Esta mesma colecção de obras - «O Grito da imaginação» - atualmente pode ser apreciada no Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, em Chaves.

Recordou-se a «Casa das Histórias Paula Rego», em Cascais, inaugurada a 18 de Setembro de 2009, cujos objetivos são a divulgação das obras da artista, ao mesmo tempo que a Fundação Paula Rego promove o estudo de toda a sua obra.

Ainda houve tempo para se abordar os prémios, distinções e condecorações recebidos. Assim, uma das últimas condecorações atribuídas pelo Governo Português, foi entregue pela Ministra da Cultura, Dr.ª Graça Fonseca, em 16 de Julho de 2019, no ateliê da pintora em Londres: «Medalha de Mérito Cultural» como homenagem e reconhecimento do seu fantástico trabalho ao longo de  décadas. Como sabemos, esta condecoração só é atribuída a personalidades que tenham realizado uma extraordinária contribuição em prol da Cultura e das Artes Nacionais.

Após esta sessão tão profícua e motivadora, ainda houve tempo de usufruir de momentos agradáveis e conversas sempre prazerosas.

MLMR

CESVIVER – Dias 20 e 22 de Outubro 2020

Paula Rego-Arte Moderna


Arte Contemporânea

Categoria :Artes , Memórias

Street Art

Artistas portugueses de Arte Urbana com técnicas diferentes

Na CESViver dinamizou-se:

Na tarde do dia 10 de Março voltámos ao tema que temos andado a recordar no âmbito das Artes Plásticas – Street Art.

Assim, abordámos:

1 - Três artistas portugueses representantes de três técnicas diferenciadas, prestigiados e consagrados nacional e internacionalmente.

2 – AKA AHENEAH – Ana Martins, a jovem talento que desponta e que eleva o tradicional «ponto-de-cruz» - «SWITCH OVER» - à categoria de Street Art.

Dando continuidade à temática no âmbito da Street Art, hoje a Professora Lourdes Mano apresentou-nos três prestigiados artistas portugueses, reconhecidos e consagrados também internacionalmente, com obras espalhadas um pouco pelo mundo. São eles:

- Alexandre Farto – AKA VHILS

- Artur Bordalo – AKA BORDALO II

- Pedro Campiche – AKACORLEONE

A Professora começou por nos conduzir a vocábulos específicos desta área artística, explicando o seu significado como, por exemplo, «Writer» e «AKA» ou «A.K.A.».

De seguida, houve a preocupação de nos referir dados biográficos de cada um destes artistas, falando-nos dos seus percursos enquanto artistas plásticos contemporâneos e intervenientes ativos em causas ligadas a várias vertentes, nomeadamente ao Meio Ambiente/Ecologia.

Foram muitas as imagens projetadas das obras de cada um deles, referenciando os materiais e técnicas utilizadas para expressarem as suas mensagens de grande preocupação educativa, social, ambiental, ecológica e política.

Sobre AKA VHILS, natural do Seixal, entre muitos trabalhos que nos mostrou deste consagrado artista, referimos apenas e aqui, o espetacular rosto de Zeca Afonso, esculpido na escadaria do pátio da Escola Secundária José Afonso, Arrentela, Seixal, a pedido da sua ex-professora; a magnífica guitarra portuguesa - «Movimento Perpétuo» - que criou aquando da elevação do Fado a Património da Humanidade; «Quimera», o prato decorativo concebido a pedido da Fábrica das Faianças Artísticas «Bordalo Pinheiro»; a homenagem a Amália Rodrigues e à Calçada Portuguesa.

AKA BORDALO II – também deste consagrado artista, neto do Pintor Real Bordalo, tivemos oportunidade de conhecer ou recordar, muitas das suas obras emblemáticas, assim como a sua grande preocupação ambientalista, também ligada aos animais em vias de extinção ou não, já que estes são a forma direta de retratar a Natureza e aquilo que os destrói - o lixo, a poluição, o desperdício e a contaminação.

Por todo o País e estrangeiro encontramos a recriação de imensos animais totalmente confecionados com o aproveitamento de caixotes do lixo, pneus, materiais elétricos e eletrónicos, enfim, um mundo de lixo e desperdícios de uma sociedade altamente consumista e nada preocupada com as consequências ambientais e ecológicas, como por exemplo, o «Lince Ibérico», no Parque das Nações, em Lisboa, obra recentemente inaugurada.

Destacamos ainda que, a convite da National Geographic, Bordalo II criou uma obra espetacular com os trezentos quilos de lixo recolhido nas praias e no mar, junto a Cascais. Esta obra foi um alerta contundente com o objetivo da preservação dos Oceanos.

AKACORLEONE – entre muitas obras de Pedro Campiche que foram projetadas, caracterizadas pelas cores vivas e brilhantes, destacamos aqui apenas as seguintes: mural intitulado «Sagres Beach Way», na praia de Carcavelos, pintado a convite da Sociedade Central de Cervejas e Bebidas; «Balance», nome do recinto polidesportivo do Campo Mártires da Pátria, em Lisboa, parceria com a galeria de Street Art Underdogs, de Vhils, a Câmara Municipal de Lisboa, a Junta de Freguesia de Arroios e a Plataforma Desportiva Hoopers; painel comemorativo dos 75 anos dos voos da KLM em Portugal, entre Lisboa e Amesterdão; utilização de massa de modelar na elaborou uma série de figuras em miniatura para criar a campanha publicitária de uma operadora de telecomunicações móveis portuguesa, afirmando que: «Num mundo baseado em computadores, é importante preservar um estilo e uma estética artesanal».

Para terminar esta sessão, a Professora Lourdes Mano apresentou-nos a jovem Ana Martins – AKA AHENEAH.

Segundo esta jovem artista, tudo começou em 2016, aos 19 anos: «Desde sempre que me lembro de ver as minhas avós e a minha mãe a tricotar e a costurar; e desde muito cedo que pedi para me ensinarem».

Acabados os estudos em 2017, AKA AHENEAH inicia-se na Arte Urbana, trazendo o «ponto-de-cruz» para as ruas. O trabalho da designer chama-se «Switch Over», e é uma homenagem à infância e às suas avós.

Podemos ver os seus trabalhos nas Caldas da Rainha, Vila Franca de Xira, onde nasceu, e noutras cidades. Também em Espanha é já muito apreciada.

O Presidente da Junta de Freguesia, João Santos, esclarece que «com o contributo da Ana Martins, Vila Franca de Xira chegou aos quatro cantos do mundo, e de uma forma prestigiante».

A finalizar esta sessão bem interessante e com conteúdos inovadores para grande parte dos participantes, todos se reuniram à volta das mesas para um lanche reconfortante e conversas bem agradáveis.

MLMR

Orientadora: Maria de Lourdes Mano

Arte Urbana ou Art Street


Arte Contemporânea

Categoria :Artes

Os diferentes tipos de Arte nas cidades

No âmbito das Artes Plásticas e no contexto da Arte Contemporânea, o tema para a tarde de terça-feira, dia 11 de fevereiro de 2020, do projeto CESVIVER, foi «Street Art» ou «Arte Urbana». A dinamizadora foi a Profª Mª de Lourdes Mano.

De acordo com os especialistas, foi definido o conceito de «Street Art» ou «Arte Urbana» como  «manifestações artísticas desenvolvidas no espaço público,  em que algumas das técnicas não possuem um caráter institucional ou empresarial, mas que todas elas terão de obedecer e apresentar um determinado nível de qualidade gráfica e de expressão  estética».

Com recurso a muitos diapositivos, a Profª. elucidou-nos sobre todas as técnicas no âmbito da «Street Art» e os conceitos inerentes a cada estilo/técnica:

Graffiti;  Stencil; Poemas; «Sticker-Art»; Cartazes; Projeção de Vídeos;  Estátuas Vivas;  e Apresentações de Rua.

Entre muitos aspetos interessantes a cada uma das técnicas, foi-nos referido que o Graffiti, além de ser uma expressão artística dinâmica, é considerada uma obra efémera em virtude das imagens serem executadas em muros velhos ou edifícios degradados e, quando os prédios ou muros são demolidos ou restaurados, as obras ficam completamente perdidas, existindo apenas registos fotográficos ou vídeos dessas pinturas.

Ainda e de acordo com a opinião de certos estudiosos deste movimento estético, pode-se afirmar que o Graffiti é uma expressão artística bem antiga, já que eram muito populares no Antigo Egipto. Também na Antiguidade Clássica, os gregos e os romanos transmitiam mensagens pelas ruas das cidades através de desenhos e escritas de frases nas paredes.
Para todas estas técnicas de Arte Urbana, a Professora teve a preocupação de apresentar muitas e variadas imagens, quer de artistas nacionais, quer de artistas estrangeiros,  primando sempre pelo destaque dos artistas portugueses, como por exemplo, Alexandre Farto, Pedro Campiche, Maria Helena Vieira da Silva e os seus belos cartazes alusivos ao «25 de Abril», ou Almada Negreiros e  Stuart Carvalhais, também autores de muitos e belos cartazes, assim como, referiu os vários festivais de «Estátuas Vivas» realizados um pouco por todo o nosso País.

Ao referir nomes de artistas nacionais de reconhecimento internacional, destacou Alexandre Farto, natural do Seixal, que assina como AKA Vhils.

A sessão foi muito agradável e muito ficou por relatar neste curto texto.

Está a decorrer uma exposição de pintura aberta ao público, na CES, aonde está uma das obras pintadas do artista, Vhils.

Muito ficou por relatar neste texto pois foi muito o que se ouviu e viu, mas haverá de certo altura para isso.

Rosa Mª Duarte

Orientadora: Maria de Lourdes Mano

Vhils Pintor
Descrição
Alexandre Manuel Dias Farto é um pintor e grafiteiro português, conhecido pelos seus "Rostos" esculpidos em paredes.
Nascimento1987 (idade 33 anos), Portugal
NacionalidadePortuguês

Arte Moderna, Urbana e das Cidades

Obra de Vhils exposta em Lisboa