Monthly Archives: Março 2019

Visita aos Cafés Delta

Category : Visitas

Almoço gostoso no hotel Sta Beatriz. E regresso ao Empreendimento Nabeiro para visitarmos os cafés Delta na parte da tarde.
No espaço dos cafés, tudo está organizado como uma grande montra para o visitante ficar a saber o essencial sobre o café, sua origem, exploração no campo (sempre em territórios abaixo da linha do Equador), comércio mundial, diferenças entre o robusta (intenso e forte) e o arábica (mais ácido e aromático). Existe ainda o moca, que é uma degenerescência genética na floração em que o grão vem sozinho e mais pequeno em vez de emparelhar com outro grão.
Naquele amplo espaço, até vemos um grande compartimento em que se criou um clima adequado à criação e desenvolvimento do café, com temperatura e humidade próprias. Em Angola, eu vi plantações de café por baixo de grandes árvores que lhes davam sombra e humidade. A explicação está dada agora!
Vimos borboletas e colibris, agentes importantes na fecundação das flores do café, que duram poucos dias. Olhámos para os sacos de muitos quilos, de serapilheira, que ainda hoje se usam no transporte. Ficámos a saber que o café deve ter vindo da Etiópia para a Arábia e o seu nome árabe originário significa “vinho”.
É no séc. XVIII que em Portugal se dissemina o hábito de beber café nos salões, de mistura com a cultura, as artes e o convívio social. Também foi no séc. XVIII que se estendeu a sua cultura ao Brasil, sendo hoje o maior produtor mundial, como se vê num foto.
Na visita, pudemos ainda ver grande exposição de artefactos (moinhos, máquinas…) ligados ao café, que também são importantes na qualidade do produto final. E sentimos os cheiros e os gostos do café, entrando numa máquina simuladora da torra, que vai originar mais ou menos cafeína.

Sabem o que é um barista? Pois nós também não sabíamos, mas foram dois simpáticos baristas que nos prepararam os vários tipos de café que experimentámos; curto, cheio (com mais cafeína), cappuccino, mokkaccino, grão maior, lemon aroma, etc, etc…. Há também outras bebidas frias com café que os baristas (artistas do bar) prepararam…
Muito mais se podia dizer, mas o melhor é fazer a visita a este grande espaço museológico onde até de contrabandistas se fala. A nossa visita coincidiu com o 88.º aniversário do Comendador Rui Nabeiro, alma, coração e corpo deste grande projeto, a quem saudamos e desejamos mais saúde e ainda muitos anos de vida.

Valeu mesmo a pena. Tudo bem organizado, e todos a colaborar para a harmonia do encontro.
E viva a Cesviver, que ao longo do ano reúne as pessoas e prepara estas viagens.
Para quem usa a Internet, pode satisfazer a curiosidade com o link: Delta Cafés
AH


Visita a Campo Maior

Category : Visitas

Foi ontem, 28 de março, que, na programação da Cesviver, nos dirigimos a Campo Maior para uma visita à Adega Mayor e aos Cafés Delta, empreendimentos do conhecido empresário Rui Nabeiro, que há muito dá emprego a muita gente da zona.
Autocarro lotado, tempo de primavera, campos verdes do Alentejo a encher os olhos, olaias floridas a bater palmas avermelhadas de Elvas a Campo Maior, gente bem-disposta e amiga, que mais queríamos para termos um dia de sucesso? Ainda por cima, a viagem da manhã foi acompanhada pela Srª. Reitora da Unisseixal, prof.ª Mariana Mareco, que nos deu uma rica lição sobre as características ambientais, geológicas e históricas das paisagens que se observavam ao longo da viagem.
De manhã, visitámos a adega, uma obra de arte de linhas retas e estrutura simples em cima de um monte, de onde se espraiam os 20 hectares de vinha própria e mais 67 à volta, a carrear uvas para a produção de 1 milhão de garrafas, com 40% delas para exportação. A singularidade da adega deve-se à criatividade do arquiteto Siza Vieira.
Visitámos o espaço onde se armazenam as pipas, com paredes grossas e dois grandes tubos de ar frio a arrefecer permanentemente todo este interior. Por cima, vimos todo o teto em relva e um espelho de água, importantes para a climatização da adega.
Passámos ainda pelo enchimento das garrafas e seu empacotamento, levando-nos a simpática guia depois para a prova de vinhos branco e tinto. Realmente, o sabor era bem agradável… Outros produtos ali se confecionam, como espumantes e licores, graças ao trabalho hábil dos enólogos, que fazem maravilhas na mistura das várias castas que ali florescem.
Na loja, pudemos comprar uma panóplia de produtos, pois a criatividade comercial é muito importante para o sucesso deste empreendimento.

AH


Visita à Adega Mayor

Category : Visitas

Foi ontem, 28 de março, que, na programação da Cesviver, nos dirigimos a Campo Maior para uma visita à Adega Mayor e aos Cafés Delta, empreendimentos do conhecido empresário Rui Nabeiro, que há muito dá emprego a muita gente da zona.
Autocarro lotado, tempo de primavera, campos verdes do Alentejo a encher os olhos, olaias floridas a bater palmas avermelhadas de Elvas a Campo Maior, gente bem-disposta e amiga, que mais queríamos para termos um dia de sucesso? Ainda por cima, a viagem da manhã foi acompanhada pela Srª. Reitora da Unisseixal, prof.ª Mariana Mareco, que nos deu uma rica lição sobre as características ambientais, geológicas e históricas das paisagens que se observavam ao longo da viagem.
De manhã, visitámos a adega, uma obra de arte de linhas retas e estrutura simples em cima de um monte, de onde se espraiam os 20 hectares de vinha própria e mais 67 à volta, a carrear uvas para a produção de 1 milhão de garrafas, com 40% delas para exportação. A singularidade da adega deve-se à criatividade do arquiteto Siza Vieira.
Visitámos o espaço onde se armazenam as pipas, com paredes grossas e dois grandes tubos de ar frio a arrefecer permanentemente todo este interior. Por cima, vimos todo o teto em relva e um espelho de água, importantes para a climatização da adega.
Passámos ainda pelo enchimento das garrafas e seu empacotamento, levando-nos a simpática guia depois para a prova de vinhos branco e tinto. Realmente, o sabor era bem agradável… Outros produtos ali se confecionam, como espumantes e licores, graças ao trabalho hábil dos enólogos, que fazem maravilhas na mistura das várias castas que ali florescem.
Na loja, pudemos comprar uma panóplia de produtos, pois a criatividade comercial é muito importante para o sucesso deste empreendimento.

AH


Poema-Dia do Pai

Celebrar o “Dia do Pai”

A Profª Maria de Lourdes Mano orientou mais uma sessão no âmbito do projeto “Um Livro, Uma Companhia”.

Trouxe como tema Celebrar o “Dia do Pai” homenageando o “Poeta Maior” moçambicano José Craveirinha, Prémio Camões 1991. Iniciou a sessão pedindo que observassem um guardanapo de papel, que retratava África, para que se situassem onde iria decorrer a ação. Fez a leitura de um excerto da autobiografia do autor na qual o poeta alude os seus “vários nascimentos”; referiu a sua bibliografia; referenciou a Fundação com o seu nome; procedeu à leitura de vários poemas, com a participação da assistência, incluindo um dedicado ao seu pai; apresentou imagens de algumas obras plásticas de pintores moçambicanos que ilustraram os poemas que seleccionou. Ofertou um marcador alusivo à sessão.
O aderente e voluntário Sr. Alberto Ferreira partilhou o seu conhecimento e convivência com este poeta e artistas plásticos na altura em que vivera em Moçambique. Ainda leu o texto intitulado “Mensagem para um ex-algarvio – Meu Pai”.
Para terminar a Sra. D. Almerinda apresentou uma imagem de São José e da relação desta com o Dia de hoje e com a igreja.
Parabéns querida amiga pelo modo como nos transportou para o mundo das artes bem como a vida de um país tão distante. Bem-haja!

Ao Meu Belo Pai Ex-Emigrante

Pai:
As maternas palavras de signos
vivem e revivem no meu sangue
e pacientes esperam ainda a época de colheita
enquanto soltas já são as tuas sentimentais
sementes de emigrante português
espezinhadas no passo de marcha
das patrulhas de sovacos suando
as coronhas de pesadelo.

E na minha rude e grata
sinceridade não esqueço
meu antigo português puro
que me geraste no ventre de uma tombasana
eu mais um novo moçambicano
semi-claro para não ser igual a um branco qualquer
e semi-negro para jamais renegar
um glóbulo que seja dos Zambezes do meu sangue…

José Craveirinha


Entre Nós…Aqui e Agora

Dia 12 de Março 2019 foi nossa convidada para orientar/dinamizar a tarde, na Cesviver; a professora Augusta Rodrigues. Foi uma sessão com um cariz um pouco diferente do habitual. A nossa querida amiga trazia como tema “Entre Nós… Aqui e Agora” – A Importância dos nossos Pensamentos. Iniciou a atividade agradecendo o convite e, em breves palavras, explicou o porquê de ali estar bem como o seu percurso nesta área. Na primeira parte da sessão fez referência:

1- Às 4 dimensões que formam os seres humanos;

2- Definição de Pensamento e Pensar;

3- Tipos de Pensamento e como interferem na qualidade da nossa vida.

Na segunda parte - Prática- sugeriu dois exercícios muito simples sobre o tema que foram realizados com agrado. Depois seguiu-se o momento dos presentes manifestarem as suas opiniões, testemunhos e sugestões. Foi entregue um documento para consulta futura. A sessão terminou com a leitura pelo amigo João Correia, de um poema à Mulher da autoria da oradora. Muito obrigada profª. Augusta!