Arquivos de categoria: Recordar Cesviver

Saúde Mental

Saúde da Mente em tempo de Pandemia foi o tema para a sessão do dia 25 de maio de 2021 sob a orientação do Dr. Vitor Vitorino, tento abordado os seguintes pontos:

- Relacionamentos saudáveis

- Autoconhecimento

- Caminhos para uma vida mais saudável e feliz.

Começou por falar sobre a assertividade como sendo a postura correta nos relacionamentos com os outros. Para que haja um relacionamento saudável é necessário haver respeito e transparência de linguagem. São comportamentos assertivos aqueles que envolvem a manifestação direta, pelo próprio, das suas necessidades, preferências, emoções ou opiniões sem, contudo, demonstrar ansiedade indevida ou excessiva e sem ser incorreto ou violar os direitos do outro.

Explorou este assunto referindo-se ao tipo de comportamentos – assertivo, agressivo, passivo ou manipulador – utilizando para além de exemplos elucidativos o recurso a provérbios. Ninguém é cem por cento assertivo e “respeitar os outros não é concordar plenamente, por não concordar não precisa ficar zangado”.

Procedeu à leitura e reflexão do texto A Canoa, de Paulo Freire.

Fez a apresentação, sucessivamente, das frases “Nascemos para sermos felizes” e “Temos a obrigação de tornar felizes, todos aqueles que escolhemos para entrar na nossa vida”, pediu à assistência para se pronunciarem sobre as mesmas. Referenciou os princípios para viver feliz, com tranquilidade e paz de espírito, alertando para as atitudes, a tomar perante as situações que na nossa vida, sugeriu a utilização de três perguntas - Quero? Posso? Devo? – em que servirão de orientação a fim de, com lucidez, se tomar uma decisão consciente. Para melhor compreensão realizou a experiência da folha de papel, que depois de amarrotada, mesmo que muito se alise nunca fica a mesma e reportou-a para as nossas atitudes para com os outros.

Apresentou uma lista de “dezoito propostas para uma Vida Saudável e Feliz”, das quais só leu e explorou as três primeiras. Deixou como mensagem a sugestão de continuarem a leitura, posteriormente, e meditarem sobre cada uma das frases. Estas referiam-se a ferramentas para se ter uma Mente Positiva: Foco no presente, companhias positivas, ser prestativo a todos; descansar, ouvir músicas que animem, fazer exercícios, comer saudável, usar palavras construtivas, ser grato(a) e meditar.

Após a intervenção do Dr. Vitor Vitorino, a quem muito agradeço, continuei a sessão desta tarde com a apresentação de poemas de Miguel Torga, dois dos quais foram escolha da professora Maria José Vaz, e cuja leitura esteve a cargo dos presentes.

        Rosa Maria Duarte

Em Tempo de Pandemia

[slideshow_deploy id='4761']

Literatura poética


João Luís Barreto Guimarães

Poeta premiado

Quantos de nós já leu, um poema que seja, deste poeta português galardoado recentemente nos Estados Unidos da América, precisamente no dia 8  Fevereiro 2021, com o prémio «Willow Run Poetry Book Award 2020»?

Este prestigiado prémio foi atribuído ao livro de poemas «Mediterrâneo», do poeta João Luís Barreto Guimarães, editado em Portugal em 2016 e já traduzido e publicado em vários países da Europa.

Teria sido fácil a atribuição deste conceituado galardão ao livro de poemas de João Luís Barreto Guimarães?

Eu diria que não foi nada fácil já que, a este prémio foram admitidos cerca de duas centenas de manuscritos de poetas americanos e não-americanos mas cujos livros foram traduzidos para Língua Inglesa.

Assim,  numa primeira etapa foram seleccionados 52 semifinalistas.  Seguiram-se depois, apenas 10 finalistas representantes dos EUA, Canadá, Reino Unido, África do Sul, Suíça, Japão, Índia, China e o nosso poeta.

João L. B. Guimarães é o primeiro português e o terceiro poeta distinguido por este notável prémio americano.

Além do valor monetário, o livro de poemas «Mediterrâneo» será publicado em todos os países anglo-saxónicos.

De que nos “fala” esta obra poética?  «Não é uma colecção de poemas que foram aparecendo, mas um conjunto que forma um todo, que surge para responder a alguma urgência, alguma pergunta, um mistério. É um livro que fala dos territórios divididos da Europa, belos, aterradores, portadores de civilização, sempre em disputa, sempre à procura de si mesmos.»

Cito o poeta:

«Em minha casa havia pouca poesia. A minha mãe era professora de Físico-químicas e tinha os livros do António Gedeão, que era o Rómulo de Carvalho. Então, as primeiras poesias com as quais tive contacto foram os versos do António Gedeão, que a minha mãe dizia frequentemente pela casa. Mas, verdadeiramente, o primeiro momento em que me lembro de ficar sobressaltado com a poesia e deslumbrado - a perguntar: "O que é isto, de onde é que isto está a aparecer?!" - foi nas aulas de Português do 9.º ou do 10.º ano, quando começo a estudar a obra do Cesário Verde e do Fernando Pessoa. E começo eu próprio a fazer as minhas tentativas: românticas, sofridas.»

De Dezembro 2013 a Novembro 2014 escreveu em prosa, uma crónica semanal para o Jornal de Notícias.

João Luís Barreto Guimarães está representado em Antologias e Revistas Literárias de Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, Reino Unido, Alemanha, Áustria, Itália, Hungria, Bulgária, Roménia, Eslovénia, Croácia, Montenegro, Macedónia, México, Uruguai, República Dominicana, Estados Unidos e Brasil.

Em 1992 recebeu o Prémio «Criatividade Nações Unidas».

Foi distinguido com o Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa e duas vezes finalista do Premio Internazionale Camaiori.

Em Abril 2019, o livro «Nómada» arrecadou o prémio de «Melhor Livro de Poesia do Ano» da Editora Bertrand.

João Luís Barreto Guimarães nasceu no Porto a 3 Junho 1967.

Além de poeta e tradutor é médico.

Muito fica por referir sobre João Luís Barreto Guimarães e a sua obra poética que, na minha perspectiva, seria muito enriquecedor conhecermos mais profundamente.

Obras poéticas publicadas até ao momento:

  • Há Violinos na Tribo (1989)
  • Rua Trinta e Um de Fevereiro (1991)
  • Este Lado para Cima (1994)
  • Lugares Comuns (2000)
  • Rés-do-Chão (2003)
  • Luz Última (2006)
  • A Parte pelo Todo (2009)
  • Mediterrâneo (2016)
  • Nómada (2018)
  • O Tempo Avança por Sílabas (2019)
  • Movimento (2020)

Finalizo estas breves notas sobre o nosso poeta que hoje vos recomendo vivamente, recordando as sábias palavras do grande poeta da Catalunha, Joan Margarit, considerado o poeta «devoto da emoção» e Prémio Cervantes 2019, - o prémio mais relevante da Literatura Espanhola – falecido agora, no passado dia 16 Fevereiro:

«Escrever um poema é mais difícil que morrer; nem todos podem escrever um poema, morrer está ao alcance de todos.»

M.ª Lourdes Mano Reis

Obra literária de João Guimarães

[slideshow_deploy id='3889']

Poeta, tradutor e médico

Apontar para a imagem para ler com tempo

[slideshow_deploy id='3894']


Outono-destaque

O Outono e a Vida

O tema escolhido para a tarde de terça-feira, 27 de novembro, estava enquadrado na estação do ano atual e pretendeu-se que houvesse uma ligação à vida: natureza, ambiente, idade, saúde…

Cardeal MendonçaA orientadora, profª. Rosa Duarte, iniciou a sessão falando de um acontecimento cultural: a atribuição do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva atribuído ao Cardeal José Tolentino Mendonça, no dia 23 de outubro no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian.  Citou a declaração dos membros do júri: “impressionados pela capacidade que Tolentino Mendonça demonstra ao divulgar a Beleza e a Poesia como parte do património cultural intangível da Europa e do mundo”.

HalloweenUtilizando o diálogo e a partilha de saberes explorou-se o tema. Referiram-se às transformações da natureza e do ambiente que nos rodeia; aos trabalhos agrícolas e seus cuidados e comparações entre o atual e antigo; às festas religiosas e pagãs que se realizarão, em breve, seus usos e costumes: Halloween ou Dia das Bruxas Conheça a verdadeira historia do Halloween – Sua origem, e o modo de festejarem.

Dia de todos os Santos – Festa religiosa cristã e suas vivências. Foi referida uma tradição que se realiza no nosso país e que tem-se vindo a perder: “O Pão por Deus”, recordou-se como, onde era mais festejado e os seus cânticos.

Dia dos fiéis defuntos ou Dias dos mortos – As tradições que devido à pandemia não poderão ser executadas por algumas das senhoras presentes.

Passou-se à leitura e breve análise de alguns poemas, entre eles este de Manuel Bandeira:

Crepúsculo de Outono

 I

O crepúsculo cai, manso como uma benção.

Dir-se-á que o rio chora a prisão de seu leito...

As grandes mãos da sombra evangélicas pensam

As feridas que a vida abriu em cada peito.

II

O outono amarelece e despoja os lariços.

Um corvo passa e grasna, e deixa esparso no ar

O terror augural de encantos e feitiços.

As flores morrem. Toda a relva entra a murchar.

III

Os pinheiros, porém, viçam, e serão breve

Todo o verde que a vista espairecendo vejas,

Mais negros sobre a alvura unânime da neve,

Altos e espirituais como flechas de igrejas.

IV

Um sino plange. A sua voz ritma o murmúrio

Do rio, e isso parece a voz da solidão.

E essa voz enche o vale...o horizonte purpúreo...

Consoladora como um divino perdão.

V

O sol fundiu a neve. A folhagem vermelha

Reponta. Apenas há, nos barrancos retortos,

Flocos, que a luz do poente extática semelha

A um rebanho infeliz de cordeirinhos mortos.

VI

A sombra casa os sons numa grave harmonia.

E tamanha esperança e uma tão grande paz

Avultam do clarão que cinge a serrania,

Como se houvesse aurora e o mar cantando atrás.

(A cinza das horas, 1917)

Terminou-se o dia a visionar o vídeo que se relaciona com o COVID 19

Rosa Maria Duarte

Covid 19