Arte Contemporânea
Categoria :Artes
STREET ART - «UM OUTRO OLHAR SOBRE LISBOA»
A terminar uma sequência de sessões dedicadas à Arte Urbana onde se privilegiou a
divulgação de muitos artistas portugueses e respectivas obras, hoje dedicámos a sessão a “viajar” por Lisboa, já que a nossa capital é considerada internacionalmente como «uma galeria de Arte a céu aberto», não só pelas belas pinturas de Arte Urbana que embelezam a cidade, como pelas lindas fachadas de azulejos dos prédios, assim como os maravilhosos painéis de azulejos, quer nas estações do Metro, quer na própria cidade e, como é evidente, os magníficos trabalhos da «calçada portuguesa» um pouco por toda a capital.
Foram inúmeras as imagens de Arte Urbana projetadas, patentes em todos os bairros lisboetas e cujas obras plásticas, das mais antigas às recentes, quer de artistas nacionais como internacionais, são prestigiadas pelo seu enorme valor cultural, intelectual, artístico e social.
A Profª. Lourdes Mano teve ainda a preocupação de mostrar muitas obras já desaparecidas devido à renovação urbanística e cujos registos fotográficos ou em vídeo nos revelam grande sensibilidade artística e estética.
Artistas como Vhils, Bordalo II e AkaCorleone, cujas obras de reconhecido mérito se encontram um pouco por todo o mundo, têm em Lisboa vários exemplares.
Destaca-se aqui a mais recente obra de AKA RAF - Rui Alexandre Ferreira - artista que desenvolveu a “peça” que fica na “Alta de Lisboa”, na freguesia do Lumiar e foi batizada de «Talude». AKA RAF pintou uma enorme extensão de betão com cores vivas, formas e texturas diversas e com efeitos a 3D. O projeto abrange uma área de 2.600 metros quadrados.
No âmbito das obras já desaparecidas, a Profª. recordou-nos mais uma vez a bela pintura executada pelos artistas lisboetas Ayer, Nomen, Nark e Pariz, num edifício já destruído e situado junto à Fundação José Saramago, obra esta inspirada no documentário «José e Pilar», filme do jovem Miguel Gonçalves Mendes estreado em Novembro de 2010.
Com esta nossa “viajem” pelo magnífico roteiro de Street Art Lisboeta, a Profª. Lourdes Mano apresentou as suas despedidas como colaboradora assídua da CESVIVER nestes dois últimos anos letivos e agradeceu a todos os participantes a forma sempre carinhosa, gentil e atenta com que foi distinguida, além do enorme interesse, motivação e prazer demonstrados pelas temáticas dinamizadas em todas as sessões.
As despedidas terminaram com votos mútuos de muita saúde e continuação de dias felizes, além do desejo das maiores felicidades, quer para a Profª. Rosa Duarte e sua equipa da Direcção/apoio, assim como para este mui nobre projecto de solidariedade que é a CESVIVER.
MLMR
CESVIVER – Dias 17 e 19 de Nov. 2020
Arte Contemporânea
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Um Outro Olhar sobre Lisboa
Agradecimento
Na passada quinta-feira, dia 19/11/2020, antes de se dar início à atividade dessa tarde, a CESVIVER-CES surpreendeu a nossa querida amiga prof.ª Maria de Lourdes Mano para lhe fazer um agradecimento que apesar de muito simples, devido à situação de afastamento social, foi imerso em gratidão e carinho. A professora estará temporariamente afastada como orientadora de sessões.
O Presidente da Casa do Educador do Concelho do Seixal-CES, prof. Jaime Ribeiro
esteve presente e dirigiu palavras de apreço e agradecimento. Elogiou o trabalho desenvolvido voluntariamente no âmbito cultural, social e até de saúde, uma vez que transmitia conhecimentos, ocupava a mente de quem nos procura e ajudava a serem mais saudáveis.
Desejou muitas felicidades e saúde. Terminou dizendo que a CESVIVER continuava à sua espera.
Por sua vez a prof.ª Maria de Lourdes Mano agradeceu as palavras que lhe foram dirigidas e expressou votos de continuação de bom trabalho a toda a equipa e voluntários da CESVIVER, referindo-se a cada um dos presentes em particular. Agradeceu às senhoras utentes que sempre a escutaram com atenção e lhe proporcionaram momentos de bem-estar.
Passo, em largos traços, a apresentar alguns apontamentos sobre a atividade dinamizada pela amiga prof.ª Maria de Lourdes Mano, neste projeto.
Já é longo o seu envolvimento nas atividades intituladas “Tardes de Terça-feira na CESVIVER”.
Em momentos ocasionais com temáticas esporádicas, ou na preparação de exposições de início ou final de ano ou ainda nas visitas de estudo mas foi em duas áreas que desenvolver a sua maior atividade:
- “Um Livro, Uma Companhia” – Foi neste projeto que mais marcou os presentes. Orientou uma sessão em novembro de 2014 e outra em fevereiro de 2015 sobre Sophia de Mello Breyner Andresen; Em dezembro de 2016 orientou uma sessão sobre um dos livros de Sophia e recordou o Centenário do Nascimento de Júlio Resende; Em 2017 aceitou o convite para orientar anualmente as sessões deste projeto, que é apoiado pela Ação Social da Câmara Municipal do Seixal, começando em outubro de 2018, com uma programação bimensal; Deu a conhecer ou recordou muitos escritores portugueses – José Saramago, Agustina Bessa Luís, Maria Teresa Horta, Nuno Júdice entre muitos outros. Referiu as suas obras e proporcionou a leitura de pequenos extratos de algumas delas.
- “Artes” – A sua participação nesta área começou em outubro de 2015 quando se trabalhava o tema “Construir para recordar”; em maio de 2018 referiu-se ao “Projeto SOS Azulejo” e em outubro desse mesmo ano começa a orientar sessões ao nível das Artes. Sempre atualizada em relação aos acontecimentos, ia dando a saber a obra e vida de grandes figuras das artes plásticas nacionais e estrangeiras.
Bem-haja querida amiga Maria de Lourdes Mano.
Votos de muitas Felicidades e até breve.
Rosa Maria Duarte
Sessão de apresentação
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- O Paço Ducal de Vila Viçosa - Importante monumento português situado no Terreiro do Paço de Vila Viçosa, no distrito de Évora. Este complexo patrimonial é constituído pelo Paço Ducal, Castelo e igrejas dos Agostinhos e das Chagas pertencente à Fundação da Casa de Bragança.
Domenico Scarlatti para o ensino da música aos infantes.
Referindo-se a Mafra falou dos seis órgãos e dos dois
carrilhões: a razão por que foram adquiridos e ali instalados; o seu funcionamento; e o respetivo reportório musical.
Agradeço à prof.ª Zuelma Chaves a sua disponibilidade por oferecer aos utentes/aderentes de CESVIVER uma “viagem” musical pelo Século XVIII, tão cativante no modo como a transmitiu e documentou.
Esteve connosco, como convidada, a professora Maria de Lourdes Mano que iniciou a sessão dando a saber uma notícia do dia: O Ministério da Cultura vai atribuir a Medalha de Mérito Cultural a Maria Teresa Horta pela sua carreira enquanto escritora e jornalista. Devido ao estado de pandemia o prémio só será entregue em 2021. Esta escritora, neste projeto, foi alvo de breve estudo nos dias 13 e 15 de outubro 2020.
Projeto que foi estabelecido pelo escritor para a criação da Fundação:
prepararmos a Visita de Estudo da CESVIVER à Real Basílica do Palácio Nacional de Mafra e ao Jardim do Cerco, a Profª. Lourdes Mano dinamizou a sessão desta tarde abordando em traços gerais o livro «Memorial do Convento».
“Viajámos” pela História de Portugal, num período aproximado de 30 anos, na época da Inquisição, também conhecida como «Tribunal do Santo Ofício».
José Saramago também não esqueceu a vertente do “fantástico” como, a construção da Passarola, sonho do padre Bartolomeu Lourenço de Gusmão, ajudado por Blimunda e Baltasar, personagens estas ficcionais do romance.
Assim, o escritor apresenta-nos o Manuel Milho como um exímio contador de histórias, ele que era um mero trabalhador na construção do Convento de Mafra e muito amigo de Baltasar «Sete-Sóis». À volta de uma fogueira, antes de dormir, sentavam-se os amigos - o povo anónimo que construiu o Convento - para ouvir as histórias contadas por Manuel Milho, deixando o melhor sempre para o dia seguinte, acirrando a curiosidade e o entusiasmo dos ouvintes.
comentários, procedeu-se à leitura de pequenos extratos do romance, até para nos introduzir na projeção de outras imagens, agora sobre a magnitude deste monumento, onde a Basílica e o Jardim do Cerco foram o nosso foco para a Visita de Estudo.
A sessão foi concluída e, como é hábito, ainda houve oportunidade para as habituais e tão desejadas conversas prazerosas, seguindo-se as despedidas afetuosas.
Cabe-me agradecer à querida amiga professora Maria de Lourdes Mano a mareira como tem abraçado este projeto da CES, o modo como nos transmite os conteúdos e como promove a cultura.
Oficialmente a abertura das atividades do projeto CESVIVER do ano letivo 2020/2021, teve lugar na quinta-feira, dia 29 de outubro, numa cerimónia muito reservada.
Após ter cumprimentado e agradecido a presença de todos, foi dada a palavra à Professora Inocência Bolas que depois de cumprimentar os presentes e fazer alusão aos 18 anos da CES, ocorridos no dia anterior, justificou a ausência do Presidente Professor Jaime Ribeiro. A professora Inocência Bolas assinalou ainda a continuidade do projeto CESVIVER. Referiu-se às condições a que estamos sujeitos e ressalvou que tudo se fará para que quem vier à CES, cumprindo as regras impostas pela D.G.S., se sinta seguro apesar da consciência dos riscos. Salientou ainda que estas atividades têm como finalidade colmatar o isolamento e proporcionar a interação através de momentos de cultura e diversão.
Foi dada a palavra aos representantes das autarquias, Sr. Presidente da Junta de Freguesia da Amora e Sr.ª Vereadora da C.M.S. que agradeceram o convite, mencionaram a situação de pandemia que atravessamos e disponibilizaram o seu apoio a este projeto.
se sentia muito bem naquele espaço, que nele havia uma boa energia fazendo-a querer regressar sempre que fosse convidada, pois sentia estima pelo projeto CESVIVER. Foram feitos votos de muitas felicidades à CESVIVER e a todos os presentes.
A professora Maria de Lourdes Mano, convidada pela Diretora Executiva da CESVIVER como representante dos orientadores/dinamizadores de atividades ao longo do ano letivo 2019/2020 e do primeiro período de 2020/2021.
Júdice, pela Sr.ª D. Isabel Franganito.
Antes de darmos por encerrada a sessão, foi distribuído, como recordação deste dia, um marcador de livro.
apareceu para cumprimentar a assistência e explicar o motivo da sua ausência – obras das futuras instalações da Unisseixal.
Dignos representantes da Casa do Educador, da Cesviver e Unisseixal, da Câmara Municipal, Junta de Freguesia, outras Entidades e todos os restantes amigos aqui presentes nesta cerimónia restrita, mas bem representativa das entidades com as quais a CESVIVER contacta. Num primeiro apontamento, felicito a Casa do Educador do Seixal pela celebração dos 18 anos de excelente trabalho em prol de todos nós e da Comunidade.
Incentivar que nós, os idosos, continuemos a manter o bom hábito de ler, é estimular o cérebro, é saber cuidar do nosso lado emocional, consequentemente, saber expressar melhor sentimentos e emoções; é desenvolver a imaginação, o raciocínio; é conseguir ocupar a mente, mantendo-a activa, viva; é sentirmo-nos mais acompanhados, logo, menos sós; é elevar a nossa auto-estima; é atenuar os efeitos do envelhecimento e ajudar na prevenção de doenças neurológicas degenerativas da mente e do corpo.
Nem podíamos esquecer também o magnífico e tão premiado Nuno Júdice e a sua brilhante poesia, assim como, a magistral Maria Teresa Horta, uma das mais conceituadas poetas da Moderna Poesia Portuguesa e o livro histórico «Novas Cartas Portuguesas» que, como estão recordados, marcou a nossa geração.
Antes de terminar, não posso deixar de expressar uma palavra de profunda admiração, respeito e amizade, à nossa querida amiga e Directora Executiva da CESVIVER, Profª. Rosa Maria Duarte, pela sua enorme coragem, determinação e ânimo, bem patentes ao retomar as actividades semanais aqui, na CESVIVER, propiciando a todos nós, idosos, um espaço de aprendizagem, convívio salutar, mitigando as grandes saudades que todos sentíamos de todos, dos convívios fraternais, da amizade, dos afectos, os quais nos dão segurança e ajudam a atenuar e a serenar os nossos corações perante estes tempos difíceis, gravosos e incertos que o mundo vive.
Cito o nosso Cardeal e poeta e teólogo e, agora arquivista na Biblioteca e Arquivo Apostólicos do Vaticano, uma das vozes mais originais da Literatura Portuguesa Contemporânea, D. José Tolentino de Mendonça, cuja mensagem se adequa perfeitamente a este belo projecto de solidariedade que é a CESVIVER:
Querida amiga Profª. Rosa Duarte, muitos parabéns e o nosso profundo bem-haja pelo seu coração generoso, pela sua força, coragem, determinação e ânimo em retomar estes excelentes e tão necessários encontros semanais da CESVIVER.
A orientadora, profª. Rosa Duarte, iniciou a sessão falando de um acontecimento cultural: a atribuição do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva atribuído ao Cardeal José Tolentino Mendonça, no dia 23 de outubro no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian. Citou a declaração dos membros do júri: “impressionados pela capacidade que Tolentino Mendonça demonstra ao divulgar a Beleza e a Poesia como parte do património cultural intangível da Europa e do mundo”.
Utilizando o diálogo e a partilha de saberes explorou-se o tema. Referiram-se às transformações da natureza e do ambiente que nos rodeia; aos trabalhos agrícolas e seus cuidados e comparações entre o atual e antigo; às festas religiosas e pagãs que se realizarão, em breve, seus usos e costumes: 
Apesar desta sessão dedicada a Paula Rego se realizar somente agora, devido à pandemia, a CESViVER associou-se ao Museu da Presidência da República para celebrar e homenagear os 85 anos desta conceituada artista plástica, nascida no dia 26 de Janeiro de 1935, em Lisboa.
Ficámos a saber que as obras «O Ciclo da Vida da Virgem Maria» e o retrato oficial do antigo Presidente da República, Doutor Jorge Sampaio, foram o ponto de partida para esta mostra onde, pela primeira vez, foram expostos também, os três retratos que a artista pintou de Jorge Sampaio quando, em 2002, «durante uma visita ao Reino Unido, o Presidente da República, DR. Jorge Sampaio, convidou Paula Rego para criar um conjunto de obras evocativas da Vida da Virgem Maria», encomenda feita no âmbito do restauro da Capela do Palácio de Belém, dedicada a Nossa Senhora de Belém.
A Profª. Lourdes Mano referiu também que o Museu de Arte Contemporânea de
Ainda houve tempo para se abordar os prémios, distinções e condecorações recebidos. Assim, uma das últimas condecorações atribuídas pelo Governo Português, foi entregue pela Ministra da Cultura, Dr.ª Graça Fonseca, em 16 de Julho de 2019, no ateliê da pintora em Londres: «
Antes da sessão propriamente dita, a Profª. Lourdes Mano dedicou os primeiros momentos do nosso reencontro a saudações calorosas, à alegria do recomeço das atividades da CESVIVER e à formulação de votos de muita saúde com dias plenos de esperança e fé em tempos mais agradáveis e promissores de boas-novas.
No âmbito de «Um Livro, Uma Companhia» retomámos as sessões, desta vez dedicada a Maria Teresa Horta.
O livro histórico «Novas Cartas Portuguesas», publicado em Maio/1974, foi emprestado à Biblioteca da CESVIVER para ser usufruído por quem desejar ler ou reler esta obra, ficando assim como obra que integra as leituras de «Um Livro, Uma Companhia».
Nos encontros de início de atividades, com a solenidade que as restrições impostas pela pandemia, pareceu importante meditar um pouco sobre os tempos que, desde março temos vivido e que aprendizagens fizemos que nos permitam, nos tempos próximos, viver Melhor e com melhor Qualidade.
Realizou-se nesta última terça-feira e hoje quinta-feira, respetivamente dias seis e oito de outubro a receção aos aderentes que se inscreveram para assistir às intituladas “Terças-feiras na CESVIVER”.
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